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Tem apenas 14 anos, mas é já um dos mais promissores surfistas portugueses da nova geração. Santiago Graça acumula já algumas temporadas de competições entre os mais velhos, sobretudo na Liga MEO Surf, e este inverno foi pela terceira vez ao Havai, onde teve a oportunidade de surfar na mais famosa – e também perigosa – arena do surf mundial: Pipeline.
"Esta foi a terceira vez que fui ao Havai", começar por contar Santiago. "Mas este, para mim, foi o melhor ano desde que lá vou, porque apanhei ondas melhores. Surfei em ondas como Pipeline, Sunset, Velzyland e Off the Wall e Sandbar", descreveu o pequeno surfista, que garantiu ter apanhado um tubo em Pipe capaz de entrar na lista dos melhores da sua vida.
"No último dia em Pipeline senti algum medo, porque o mar estava maior. Nos outros dias também foi meio apertado, mas fui lá e apanhei boas ondas. Numa dessas sessões apanhei um tubo que pode bem ser um dos tubos da minha vida", conta-nos Santiago Graça, filho do treinador Miguel Graça.
Santiago lembra-se que o tubo acabou por aparecer por magia, depois de um início atribulado. "Essa sessão nem estava a correr bem ao início, até já tinha sofrido um wipeout em que bati com o capacete no reef. Voltei, esperei um pouco e, embora as ondas tivessem melhores para Backdoor, de repente apareceu aquela onda para Pipe", recorda.
"Os surfistas locais incentivaram-me e disseram ‘vai, vai, vai…’ e deixaram-me ir. Foi incrível. O localismo no Havai é mais complicado nos dias de ondas grandes e boas, mas se os respeitarmos eles também nos respeitam", garante o surfista que, além de ser treinado pelo pai, também tem trabalhado de perto com Tiago Pires, que após terminar a carreira internacional se tem dedicado ao agenciamento e acompanhamento de surfistas.
"O meu pai e o Tiago Pires, com quem estamos a trabalhar, sempre apoiaram estas idas ao Havai, defendendo que pelo menos uma vez por ano devo ir ao Havai e Austrália. Este ano fiz a viagem direta da Austrália para o Havai. Estive três semanas na Austrália e duas semanas e meia no Havai. Tenho feito isso nos últimos três anos, mas este ano foi a primeira vez que fiz tudo seguido", refere.
Com objetivos ambiciosos para esta temporada, o Covid-19 acabou por mudar-lhe os planos, mas Santiago admite que tem tido uma boa adaptação à quarentena. "Estava à espera de fazer o meu primeiro ano no Pro Júnior Europeu, já deveria ter feito a prova de Espinho e depois ia a Espanha e França, mas do nada tudo mudou", lamenta o pequeno surfista do Guincho, que começou a surfar aos 4 anos.
"Tenho feito treinos físicos quase todos os dias e tenho visto filmagens minhas para perceber o que tenho de fazer na água. Basicamente, tenho tentado manter as rotinas para não me baralhar e tenho tido conferências da escola, o que faz com que a quarentena não tenha sido assim tão desocupada", sublinha.
Sem surfar desde dia 12 de março, Santiago Graça revela que está "ansioso" por regressar ao mar, o que vai acontecer já esta segunda-feira, com o fim do estado de emergência. Embora o regresso das provas ainda seja uma incógnita, "Santi" tem o objetivo de este ano ser campeão nacional da sua categoria. Já a longo prazo a meta está bem definida: "Ser campeão mundial", responde sem qualquer tipo de timidez e entre sorrisos.
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