O brasileiro Yago Dora e a australiana Molly Picklum sagraram-se, esta madrugada de terça-feira, campeões mundiais de surf pela primeira vez na carreira. A conquista de ambos aconteceu na onda de Cloudbreak, onde defenderam com sucesso o estatuto de líderes do ranking mundial com que chegaram à finalíssima de Fiji.
No lado masculino o primeiro grande animador do dia foi o brasileira Italo Ferreira (5.º do ranking), que começou por eliminar o australiano Jack Robinson (4.º). Contudo, num dos melhores duelos deste dia final do circuito mundial, Italo acabou por ser travado pelo norte-americano Griffin Colapinto (3.º), com 16,33 pontos contra 13,67.
Na antecâmara da grande final, Colapinto voltou a ter sucesso e venceu o sul-africano Jordy Smith (2.º), para carimbar a passagem à grande final. Apesar do balanço que trazia Colapinto, no heat o número um mundial Yago Dora foi mais forte e beneficiou da nova regra para carimbar o título mundial logo na primeira disputa, com 15,66 pontos contra 12,33.
Depois de Gabriel Medina ter conquistado o primeiro título mundial do surf brasileiro, em 2014, 11 anos depois Yago Dora, de 29 anos, torna-se no quinto surfista brasileiro a chegar ao título mundial, sendo que somente o havaiano John John Florence (2016, 2017 e 2024) conseguiu interromper o domínio brasileiro no World Tour.
No lado feminino a história foi diferente, com a norte-americana Caroline Marks (4.ª) a ter um papel determinante na história do dia. A campeã mundial de 2023 começou por bater a havaiana Bettylou Sakura Johnson (4.ª), para depois superar a compatriota e campeã mundial em título Caitlin Simmers (3.ª) na bateria seguinte.
Mas Marks não parou por aí e voltou a vencer, desta feita no duelo com a havaiana Gabriela Bryan (2.ª), para carimbar a presença na finalíssima. Aí Mark usou a experiência para vencer o primeiro duelo com a número um mundial Molly Picklum para se colocar na frente da disputa pelo título mundial.
Ao contrário da final masculina, o facto de a líder do ranking não ter vencido o primeiro heat fez com que o título fosse automaticamente decidido à melhor de três. Só que Picklum, de 22 anos, respondeu à altura e venceu as duas baterias seguintes de forma convincente, com 15,83 pontos contra 8,03 e 16,93 contra 6,24, devolvendo o título mundial feminino ao surf australiano.
Este foi o último ano em que o título mundial se disputou numa finalíssima entre o top 5 do ranking, com a WSL a já ter anunciado o regresso ao formato antigo a partir de 2026. A partir da próxima temporada o campeão mundial voltará a ser o que terminar na frente do ranking após as 12 etapas previstas para o circuito.
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