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Documentário sobre Rafael Nadal estreia dia 29: «Consultei uma psicóloga e disse-me coisas que eu já sabia»

Rafael Nadal promove documentário na Netflix sobre saúde mental
• Foto: EPA

Estreia dia 29 de maio, na Netflix o documentário “Rafa”, que reflete sobretudo as dificuldades e o sofrimento físico que o  vencedor de 22 Grand Slams passou ao longo da carreira.

Em entrevista ao jornal "Marca", Rafael Nadal desvendou um pouco do que se poderá ver no "Rafa".

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"A minha história já foi contada e vista semana após semana em torneios durante 20 anos. Portanto, fazer uma história sobre o sucesso, sobre o que foi a minha carreira, não acho que fizesse sentido. Faria sentido se  contasse outra coisa", disse Nadal, dando importância ao que não se viu durante a sua carreira.

"Não se pode compreender a minha carreira sem contar as fases por que passei, em termos de problemas físicos. Por isso,  era necessário mostrar isso. A partir daí, as pessoas também ficam com uma ideia de como é o dia a dia de um tenista profissional, especialmente com um problema crónico como aquele que tive desde o início da carreira".

Rafael Nadal revelou mesmo que passou por momentos aflitivos:

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"Uma coisa é não controlar as minhas emoções ou não ter controlo da situação dentro do campo de ténis, e outra é, quando estou fora dele, ter de sair e caminhar com uma garrafa de água porque, caso contrário, me engasgo com a minha própria saliva. Então pensei: 'Bem, tenho um problema, tenho de recorrer a profissionais' Consultei uma psicóloga e ela disse-me coisas que eu já sabia. Era tudo perfeitamente racional".

"Então pensei: ‘Como é que isto me pode acontecer a mim?’ Mas acontece, é uma realidade. Eu precisava de outro tipo de ajuda. Por isso fui a um psiquiatra. Deram-me uma medicação que me permitiu melhorar ao longo dos meses. E foi assim".

O documentário terá quatro episódios.

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"Édifícil sintetizar tudo… As entrevistas são muito longas e é difícil dizer tudo de forma a que se perceba perfeitamente.

E havia muitos dias em que tinha discussões com o meu fisioterapeuta sobre se devia tomar anti-inflamatórios ou não. E era ele quem os tinha, e eu pedia-lhos, e ele dava-mos. E era ele quem tratava disso.”

Mas, do meu ponto de vista, ou era isso ou não jogava ténis. Por isso, quando digo que existe um limite entre o que é correto e o que é incorreto, é porque, no fundo, sei que isso é prejudicial para o meu corpo.

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De facto, como disse, tenho duas perfurações nos intestinos por ter tomado tantos anti-inflamatórios. Mas, se não tivesse sido assim, a minha carreira teria sido completamente diferente.”

Por Record
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