Maria Bolota tem 27 anos, é médica e representa Portugal no Mundial de Para Standing

Maria Bolota continua ligada ao desporto
• Foto: FPF

“Adaptar não é desistir, é encontrar novas formas de continuar”. Com esta frase, Maria Bolota reflete a forma como o Para Standing Tennis (PST), disciplina na qual começa a competir, esta quinta-feira, no Campeonato do Mundo, continua a mantê-la ligada ao desporto que já conhecia antes de lhe ter sido diagnosticada uma doença neuromuscular.

A representar Portugal na categoria PST1 – Jorge Castro é o outro jogador luso em competição na cidade italiana de Turim, este em pares PST3-4 ao lado do francês Agostino Maritan -, a médica de 27 anos conta um pouco da sua história.

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“Cresci a jogar ténis no Clube de Ténis do Estoril. Recentemente fui diagnosticada com uma doença neuromuscular e comecei a desenvolver sintomas, sobretudo de fraqueza muscular. Nessa altura, disseram-me que provavelmente nunca mais conseguiria jogar ténis”, recorda a jogadora, deixando uma mensagem positiva. “Hoje sou médica, interna de Pediatria, e quero mostrar que os rótulos associados às doenças crónicas não podem definir os nossos limites nem impedir-nos de sonhar”, vinca Maria Bolota, que tem encontro marcado com a irlandesa Katie Morrissey.

No caso de Maria Bolota o PST ajudou-a a reerguer-se. “Descobri o Para Standing Tennis quase por acaso, enquanto procurava oportunidades para praticar desporto adaptado em Portugal”, relatou a tenista.

Apoiada pela Federação Internacional de Ténis (ITF), o PST é modalidade reconhecida em mais de 45 países. “Permite a pessoas com limitações físicas, como amputações, paralisia cerebral ou doenças neuromusculares, poderem continuar a competir e a praticar a modalidade através de adaptações às suas necessidades individuais”, especifica a portuguesa que, entre esta quinta-feira e domingo, vai estar a jogar em Turim, onde estão reunidos mais de uma centena de tenistas.

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“Atualmente, compito na categoria PST1, embora acredite que, devido à progressão das minhas limitações físicas, possa vir a integrar futuramente as categorias PST2 ou PST3. Existem quatro categorias competitivas, definidas de acordo com o grau de limitação na locomoção: o PST1 corresponde aos atletas com menor limitação funcional e o PST4 aos atletas com maior limitação”, remata ainda a portuguesa.

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