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Rafael Nadal pode ter jogado, esta terça-feira, o último encontro de singulares da carreira. O tenista já tinha anunciado que iria retirar-se depois da Taça Davis, mas é possível que nem sequer volte a atuar esta semana, mesmo que a Espanha siga em frente na competição. Foi o próprio que levantou essa hipótese na conferência de imprensa após a derrota com Botic van de Zandschulp, por 6-4/6-4.
"Provavelmente foi o meu último jogo de singulares. Perdi o primeiro na Taça Davis e perdi o último", disse o tenista espanhol, sem fechar a porta, porém, a uma mudança de cenário. "Vou continuar a trabalhar durante a semana para o caso de a equipa seguir em frente e precisar de mim", apontou.
Rafael Nadal deixou ainda claro que, se fosse capitão, não voltaria a apostar em si mesmo. "Eu não sou capitão. Oxalá tenhamos a oportunidade de passar, mas provavelmente vendo que hoje a decisão de pôr-me como número 2 não resultou, provavelmente a coisa certa a fazer é mudar. É a maneira como penso. Se for o capitão, provavelmente mudarei nestas situações. Mas no final, não é a minha decisão e tenho a certeza de que o David Ferrer fará a melhor decisão para a equipa", explicou.
Assumindo também que estava com algumas dúvidas sobre se estaria apto para ir a jogo, Rafael Nadal não condenou David Ferrer. "Colocar-me não foi uma decisão fácil para o capitão, mas no fim acredito que o David Ferrer pôs em campo o jogador que ele sentiu que tinha mais hipóteses de ganhar. Essa é a verdade, não foi porque lhe dei o feedback de que tinha a pressão de me pôr a jogar. E não estava seguro. Houve muitas conversas durante a semana, não tinha a certeza porque sabia que algo como o que aconteceu podia acontecer. Depois do treino de ontem, estava positivo, o David estava confiante de que eu seria o jogador a colocar. As coisas podem correr bem, podem correr mal. Colocar-me em campo a jogar o primeiro jogo foi um risco. Mas é o trabalho do capitão, tomar decisões. O David tomou a decisão pensando o que era melhor para a equipa. Respeito isso, tentei dar-lhe o melhor feedback para ele decidir o melhor. Até lhe dei mais hipóteses para colocar o Roberto Bautista Agut, mais do que eu. Mas ele teve confiança em mim. Não tenho nada, não estou lesionado, nada novo para dizer. Não estou pronto para jogar. Respeitei a decisão dele, tentei o melhor", concluiu.
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Treinador do Al Nassr com artigo de opinião semanal no nosso jornal