Nuno Borges está no quadro principal do Masters 1000 de Paris: «Preparado para batalhar»

Nuno Borges
• Foto: EPA

Nuno Borges, que foi repescado para o quadro principal, apurou-se para a segunda ronda do Masters 1000 de Paris, ao vencer o francês Moise Kouamé em dois sets.

Depois de ter falhado o quadro principal, Borges, atual 49.º do ranking mundial, foi repescado na qualidade de lucky loser e aproveitou da melhor maneira a oportunidade, superando o jovem tenista gaulês, de 17 anos e 132.º da hierarquia, por 6-3 e 6-1, em uma hora e quatro minutos.

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Assim, chegou às 100 vitórias a nível ATP na carreira, atingindo também as 30 na temporada. E Record entrevistou o tenista português. 

Nuno Borges - Não sei. Entrei preparado para batalhar. De certa maneira, às vezes, jogar com um cabeça de série, um jogador mais bem cotado, tira um bocado a pressão. É um jogo mais difícil e, de certa maneira, o pessoal e eu não estou tanto à espera de ganhar. Hoje não senti tanto assim. Senti um bocadinho mais a obrigação de ganhar, apesar dele estar a jogar em casa. Eu acho que, neste momento, sou um bocadinho melhor do que ele e sabia que se conseguisse fazer as coisas bem, se não ficasse nervoso e não me deixasse levar pelo público, coisas que podem perfeitamente acontecer, poderia vencer, mas a diferença entre eu e ele não é assim tanta. Mas sabia que se fizesse um bom jogo, que tinha grandes hipóteses e estava à procura disso, tentar não sair desse foco. Acima de tudo, aplicar o meu jogo, ser agressivo e ir para a jogada bem decidido. E acho que executei bastante bem.

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Nuno Borges - Durante o aquecimento. Eu aqueci entre as 9h45 e as 10h15, algures ali, a meio, disseram-me: 'Olha, o Stefanos Tsitsipas retirou-se e passado um bocado o Alejandro Davidovich Fokina também se retirou'. Eu ia jogar com o Tien, mas depois houve um sorteio entre eu e o Vallejo e acabei por jogar no Central. É um bocadinho estranho, mas, de certa maneira, eu já estava pronto para eventualmente ter de jogar. Portanto, nesse aspeto acho que até tive bastante sorte. Foi o segundo jogo. Fiz a hora de aquecimento que eu provavelmente faria para jogar a essa hora. Acho que nesse aspecto tive, dentro do lucky loser, bastante sorte.

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Nuno Borges - Eu acho que acaba por ser mais difícil para ele do que para mim. Há sempre aquele nervosismo dele começar aqui a jogar muito e a puxar pelo público, porque ele realmente tem essa capacidade de subir bastante o nível. Aliás, houve ali momentos que ele, realmente, conseguiu jogar muito bem e não tive hipótese ali em meia dúzia de pontos, mas, se calhar, tem mais dificuldade em mantê-lo. Muita expectativa em cima dele. Não faço ideia o que é que isso quer dizer. Eu, com 17 anos, ainda estava a brincar. Portanto, só posso imaginar que seja difícil, encorajador e motivante, mas, ao mesmo tempo, também muita pressão em cima dele.

Nuno Borges - É sempre bom uma oportunidade de tentar fechar aqui, dar tudo neste último ‘stretch’ aqui da série dos ‘indoors’. A confiança vai e vem e eu não posso estar à procura de muita confiança. Isso às vezes vem com as vitórias e eu não consigo controlar isso. Venho aqui à procura de oportunidades e dar o meu melhor em campo, como fiz o ano todo. Esta parte, se calhar, os jogadores começam a ceder um bocadinho e é aqui que eu tenho que fazer um esforço. Mostrar que estou aqui e motivado, a ver se eles duvidam um bocadinho mais e eu consigo aqui uma continuação boa.

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Nuno Borges -  Khachanov, Já joguei com ele. Tivemos uma batalha surreal em Wimbledon que podia ter calhado para o meu lado. Não caiu. É um jogador que obriga a jogar muito, é muito consistente, serve bem e já foi muito feliz aqui neste torneio. Portanto, é um jogo bastante difícil. Agora acho que tenho algumas hipóteses, não sei. Também não sei como é que ele se está a sentir. Vou à procura de ver se há dúvidas daquele lado. E dar continuidade a esta oportunidade que me deram.

Por Marco Martins
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