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Patrícia Couto é mãe, designer gráfica e concilia a paixão pelas cantorias e ténis

Patrícia Couto
• Foto: FPT

Os longos cabelos louros e o pé levantado em ponta na hora de ser fotografada fazem parte da imagem de marca de Patrícia Couto. No entanto, há muito mais para contar da veterana, que integrou a Seleção Nacional quinta classificada do Campeonato do Mundo de Equipas na passada semana e que continua só a conhecer vitórias nos singulares neste Mundial individual do escalão +40 promovido pela Federação Portuguesa de Ténis no Centro de Ténis do Jamor.

“Estou-me a sentir bem. Esta semana, a jogar por Portugal, já deu para me ambientar ao nível que é elevado. Este primeiro encontro foi tranquilo. Acabei por estar sempre por cima da adversária, não deixei de atacar. O próximo vai ser mais difícil e complicado, porque será diante da segunda cabeça de série, a Nina Herrmann, da Áustria. Tenho a minha tática. Vamos ver se funciona ou não. Quero desfrutar, porque sei que o nível é muito elevado, mas tenho o objetivo de passar uma ou duas rondas”, avisou a tenista que completa 41 anos no próximo dia 31 de agosto, após o duplo 6-0 sobre a indiana Vartika Rahariya.

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Apesar de admitir que o “gosto pelo ténis vem desde pequenina”, porque os pais e os tios jogavam, Patrícia Couto rapidamente se rendeu à “modalidade com tradição em Paços Brandão”, sua terra natal. “Cresci naquele ambiente, mas apenas comecei a dedicar-me à competição já em adulta, aos 19 ou 20 anos. Portanto, jogo um ténis mais amador, mas entro em competição por gosto mesmo”, garante a vice-campeã nacional de +40 que, fora do campo, tem outra vida profissional e pessoal que passa muito pelos filhos, sempre por perto quando a família do ténis veterano está reunida.

“Sou mãe do Leonardo de 11 anos e da Noah que fez dois agora, além disso sou designer gráfica. Também gosto imenso de cantar. É um dos meus hobbies preferidos, mas sempre com ténis presente”, ressalvou Patrícia Couto que até já tem canção escolhida para esta semana de história para o ténis português, com a conquista do ouro pela Seleção Nacional masculina de +40. “A cantar seria o We Are The Champions, dos Queen, para os nossos masculinos de 40 que ganharam, seria a música que encaixa aqui na perfeição”, referiu, sorridente, sem esconder que Lady Gaga, Celine Dion e Beyoncé são “mais o estilo” musical que gosta de cantar.

Por enquanto, é nos courts que tem dado música às adversárias neste Mundial, no qual está inscrita nos pares ao lado de Catarina Ferreira, a detentora do título nacional, e se despediu nos pares mistos ao lado do britânico Simon Roberts.

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