Tavira Mens Open by Crédito Agrícola: Henrique Rocha na final pela segunda semana seguida

Henrique Rocha qualificou-se pela segunda semana seguida para a final do Tavira Mens Open by Crédito Agrícola, ao derrotar este sábado, nas meias-finais, o seu amigo, parceiro de pares e compatriota Jaime Faria. Amanhã (Domingo), decide o título diante do alemão Sebastian Fanselow, numa final marcada para as 11 horas.

 

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O 2.º Tavira Mens Open by Crédito Agrícola é a segunda de duas competições internacionais de ténis, da categoria de M25, com 25 mil dólares em prémios monetários, a decorrer na Pedras Tennis & Padel Academy. São torneios intergrados no ITF World Tennis Tour, o circuito da Federação Internacional de Ténis, e foram ambos organizados pelo Tavira Racket Club, com um apoio significativo da Federação Portuguesa de Ténis (FPT).

 

Henrique Rocha, de 19 anos, e Jaime Faria, de 20 anos, dois jogadores do Centro de Alto Rendimento da FPT, defrontaram-se pela terceira vez este ano, sempre com vitórias de Rocha, desta feita pelos parciais de 6-3 e 7-6 (8/6), em uma hora e 59 minutos, salvando dois ‘set-points’ no ‘tie-break’ da segunda partida.

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Por seu lado, Sebastian Fanselow, de 31 anos, superiorizou-se nas meias-finais ao jovem espanhol de 17 anos, Martin Landaluce, por 3-6, 6-2 e 6-2, em duas horas e 33 minutos. Landaluce foi n.º1 mundial de sub-18 em fevereiro deste ano, depois de no ano passado ter-se sagrado campeão do torneio de Juniores do Open dos Estados Unidos, para além de semifinalista em Wimbledon nesse mesmo escalão etário.

 

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Na semana passada, Henrique Rocha conquistou o seu quinto título no ITF World Tennis Tour, levando a melhor na final ao francês Valentin Royer. Nesse 1.º Tavira Mens Open by Crédito Agrícola, o português de 19 anos vergou nas meias-finais o mesmo Sebastian Fanselow que vai defrontar amanhã, então por 6-3 e 6-3. Em setembro último, o português já tinha batido o germânico por 6-2 e 6-3 na final de outro torneio M25 na Quinta da Beloura. Nesses dois encontros anteriores entre ambos choveu de manhã e o dia mostrou-se bastante ventoso. Amanhã as previsões meteorológicas são igualmetne de chuva e vento.

 

«É a segunda vez que faço duas finais seguidas, estou muito contente por ter conseguido chegar à segunda final. A primeira correu bem e espero que a segunda também», disse Henrique Rocha, nascido no Porto, criado e formado na Maia, que agora treina em Oeiras. Com efeito, neste ano em que venceu cinco títulos internacionais, o maiato ganhou consecutivamente os M25 espanhóis de Mungia e Bakio. Uma temporada em que já leva 55 encontros vitoriosos e 24 perdidos. Começou o ano a 850.º no ATP Tour, para a semana será 288.º e vai continuar a subir.

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«Passou-me pela cabeça que estava um bocado cansado e tinhade tentar ao máximo ganhar o segundo set. No final do segundo set achei que ele estava a jogar um bocadinho melhor do que, estava a servir muito bem. Sabia que naqueles dois set-points tinha de tentar ao máximo jogar o meu melhor. Estive muito bem nos dois e nos dois pontos seguintes também joguei muito bem. Foi muito importante, porque se fosse a terceiro set… as coisas poderiam mudar», admitiu Rocha que considerou: «o nível dos dois esteve sempre muito alto».

 

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«Já começamos a habituar-nos a jogar um contra o outro e hoje, acho que deve ter sido o encontro com mais nível», concordou Jaime Faria. «Ele teve mérito na forma como jogou os momentos importantes. Dei o meu melhor, o segundo set poderia ter caído para mim, tive pontos de set, mas acho que foi um encontro com bom nívvel, do início ao fim», acrescentou o jogador que nasceu em Lisboa, residiu no Algarve e agora mora em Cascais.

 

Nas duas vezes anteriores que Rocha bateu Faria em no ITF World Tennis Tour, venceu sempre o torneio. Um bom prenúncio de um jogador que vai disputar a sua sexta final de carreira, todas este ano e que está invicto em finais de torneios a contarem para o ranking do ATP Tour. Pelo contrário, Sebastian Fanselow perdeu as três finais que jogou este ano, mas o alemão sabe ganhar e soma 11 títulos no ITF World Tennis Tour, o último em no M25 de Portimão em 2021.

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Entretanto, foi possível concluir-se hoje o torneio de pares, num dia em que realizaram-se dois encontros dos quartos de final, as duas meias-finais e a final!

 

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Na semana passada, Jaime Faria e Henrique Rocha venceram o título de pares. Esta semana eram os primeiros cabeças de série mas desistiram para concentrarem-se nos singulares. Quem aproveitou da melhor maneira a ausência dos superfavoritos foram o sueco Simon Freund e o dinamarquês Johannes Ingildsen, que conquistaram o seu sexto título em conjunto. Os escandinavos bateram nas meias-finais os portugueses Tiago Pereira e Francisco Rocha por 6-3, 1-6 e 10/6, em uma hora e 19 minutos, e depois, na final, impuseram-se a outra dupla nacional, de Gonçalo Falcão e João Domingues, por 6-4, 4-6 e 10/5, em uma hora e 29 minutos.

 

«Foi uma semana louca, a jogarmos todo o torneio na sexta-feira e no Sábado, mas a organização fez um excelente trabalho. Com toda esta chuva, foi seguramente complicado organizar tudo. Da nossa parte, tivemos encontros bem intensos, mas mostrámo-nos duros», disse Simon Freund, que colecionou o seu 15.º título de pares. O seu parceiro leva agora 16.

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«Hoje, acho que foi mal perdido, sobretudo o primeiro set. Depois o supertie-break é sempre mais difícil de gerir. Mas foi uma semana positiva (…) e acho que foram duas boas semanas para a organização. Há muita logística por trás e estão de parabéns pelos primeiros torneios que fizeram», comentou o internacional português da Taça Davis, João Domingues, de 30 anos, que tem 15 títulos de pares no ITF World Tennis Tour. «O João é um jogador de alto nível, como já provou, quando esteve a top-200. Portanto, é sempre bom ter o João nestes torneios, porque obviamente vamos aprendendo alguma coisa», frisou Gonçalo Falcão, de 35 anos, também ele detentor de 15 troféus de pares em torneios deste circuito.

Por Hugo Ribeiro
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