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Tiago Torres alcança a primeira final da carreira em M25

Tiago Torres e Pablo Martinez Gomez cumprimentam-se no final do jogo
• Foto: Direitos Reservados

Tiago Torres qualificou-se este sábado para a final mais importante da sua carreira, no 1.º Lourinhã Open, um torneio internacional masculino, integrado no circuito profissional da Federação Internacional de Ténis – o ITF World Tennis Tour. É a sua quarta final como profissional em torneios ITF, mas a primeira da categoria de M25, depois de ter perdido três finais de M15, duas deles este ano.

O campeão nacional, um esquerdino de 23 anos, 4.º cabeça de série do torneio, derrotou na meia-final de hoje o espanhol Pablo Martinez Gomez, que estava invencível há oito encontros, pelos parciais de 6-3 e 6-2, em 1h20.

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Na final de amanhã (Domingo), a partir das 10h00, medirá forças com o neerlandês Thijs Boogaard, que desfeiteou o 2.º cabeça de série, o italiano Fabrizio Andaloro, por 7-6 (7/4) e 6-2, em 1h49. Este resultado será suficiente para Tiago Torres estrear-se nos 500 primeiros do ranking mundial. Uma vitória levá-lo-á para o top-450.

Para Boogaard será a sua primeira final no ITF World Tennis Tour, mas este ano já foi n.º9 mundial de sub-18, escalão etário em que, no ano passado, foi quartofinalista em Wimbledon e campeão no prestigiado Junior Orange Bowl.

Em caso de vitória do lisboeta do Ace Team, haverá uma 'dobradinha' nacional no Lourinhã Open, pois no torneio de pares o título foi para os portugueses Tiago Cação e Diogo Marques.

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Estes dois jogadores nunca tinham atuado juntos antes e fizeram já história na 1.ª edição desta organização do Clube de Ténis e de Padel da Lourinhã, com o apoio da Federação Portuguesa de Ténis e da Câmara Municipal da Lourinhã, que conta para o ranking mundial do ATP Tour e distribui prémios monetários no valor de 30 mil dólares (cerca de 26.000 euros).

Diogo Marques e Tiago Cação derrotaram os italianos segundos cabeças de série, Filippo Moroni e Fabrizio Andaloro, por 4-6, 6-2 e 10/7, em 1h06, numa final que contou com bastante público na bancada montada de propósito para as meias-finais e finais. Uma jornada que contou também com visitas de delegações da Câmara Municipal da Lourinhã e da Federação Portuguesa de Ténis.

Para Diogo Marques foi o seu 8.º troféu ITF em pares, o segundo este ano, enquanto para Tiago Cação foi o seu 6.º título, mas o primeiro desde 2021. O jogador de Peniche regressou à competição em 2025, após uma ausência de três anos.

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"Significa muito. Nos últimos tempos, nos ITF's, as coisas têm-me corrido melhor porque havia uma barreira mental... eu chegava aos challengers sem medo, porque jogava com jogadores muito melhores, o que é mais fácil, e depois chegava aqui e pensava: se já tinha ganho a um 300 do mundo, agora vou jogar com o 700... mas as coisas não são assim. Por outro lado, à medida que vais fazendo quartos de final, meias-finais, vais quebrando essa barreira mental e verificas que é possível chegar a estas rondas. É difícil, mas sinto que esse 'break' mental está ultrapassado nos 'futures'", disse Tiago Torres que, no seu penúltimo torneio tinha ido pela primeira vez às meias-finais de um M25 e agora está na sua primeira final de um M25.

Sobre a final de amanhã, o campeão nacional sabe o que o espera: "Já joguei três finais de M15, este ano duas e outra no ano passado, em setembro, mas de M25 não joguei nenhuma. Infelizmente não ganhei nenhuma. Sei que ele é um bom jogador, de 17 anos, que vem de fazer um grande torneio nos Países Baixos, num ATP Tour (só perdeu nos oitavos de final de s'Hertogenbosch, num tie-break de terceiro set com o ex-n.º1 mundial Daniil Medvedev) e está claramente em ascensão. Ele será top-50 do Mundo um dia. Mas amanhã é 50%-50%, as finais não se ganham no papel e vou tentar ao máximo para que à quarta seja de vez".

Thijs Boogaard, por seu lado, mostrou-se motivado: "Isto significa muito para mim, é um passo na direção certa e estou bastante contente com esta primeira final, para mais, em Portugal, onde reside o meu agente (Olivier van Lindonk, vice-presidente do IMG e agente também dos top-10 Daniil Medvedev e Felix Auger Aliassime)".

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Diogo Marques já tinha ganho um torneio de sub-16 na Lourinhã e agora é campeão de pares como profissional: "Já tinha cá estado há uns anos na Lourinhã e falei com algumas pessoas que se lembravam disso. Isto está completamente diferente, o espaço está muito agradável e estas festas da cidade à volta dão um ambiente acolhedor".

Tiago Cação é de Peniche, portanto, estava praticamente a jogar em casa. Sempre que jogou teve fãs locais, incluindo a família, nas bancadas: "Tinha uma pressãozinha acrescida, porque tenho aqui a minha família a ver-me jogar. Queria fazer bons jogos aqui, na Lourinhã, mesmo ao pé de casa e, felizmente, consegui levar um troféu".

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