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Vanessa Pereira: «Quero abraçar o profissionalismo»

Vanessa Pereira: «Quero abraçar o profissionalismo»

Há um ano fez uma experiência que a marcou no Mundial no Hawai. Na prova para amadores e no escalão de 20 a 24 anos, Vanessa Pereira terminou o Ironman feminino em 4.º lugar. E para o próximo ano a atleta tem os seus objetivos bem definidos. “Quero abraçar o profissionalismo e competir no Hawai na prova que reúne a fina-flor mundial.”

O sonho de qualquer atleta é marcar presença na mítica competição. O processo é bastante seletivo, mas Vanessa Pereira acha-se com capacidade para fazer uma nova experiência, desta feita “a pensar no tempo e no resultado final”.

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“No meu primeiro Ironman apenas queria terminar a prova, sem pensar em grandes resultados ou classificações. Com a experiência que já tenho acredito que poderei integrar um lote de atletas a rondar os 20 primeiros lugares”, diz a campeã nacional, que representante o Charity Multi Sport, um clube que gera receitas para ações de caridade.

Orientada por Hélder Milheiras, de 40 anos, Vanessa aceita de bom grado as palavras de entusiasmo do seu treinador. “Ela pode melhorar imenso na corrida e no ciclismo. Os progressos têm sido notórios e se as coisas correrem bem, a Vanessa dará um grande salto no próximo ano”, sustenta o treinador, engenheiro de eletrotécnico na área da energia e regulação.

Depois do recente 5.º lugar no Campeonato da Europa em França, Vanessa, de 25 anos, tem a época concluída e o regresso aos treinos será pautado por outras exigências. “A evolução passa sempre pelo sacrifício de estar longe da família. É preciso uma grande dedicação para suportar os treinos de natação de manhã e os de ciclismo ou corrida ao final da tarde”, observou o treinador.

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Prémios até 100 mil euros

A disciplina do Ironman não faz parte do calendário olímpico, que está confinado ao triatlo tradicional. Desde os Jogos Olímpicos de Sydney em 2000 que estão adotadas as seguintes distâncias: 1.500 metros de natação, 40 km de ciclismo e 10 km de corrida. O Ironman é bastante duro e compreende 3.800 metros de natação, 180 km de ciclismo e a maratona (42.195 metros). Mas os prémios não deixam de ser bastante aliciantes. O vencedor do Ironman no Campeonato do Mundo no Hawai pode receber cerca de 100 mil euros, enquanto para o décimo classificado a diferença é significativa: cerca de mil euros. São competições bem distintas, mas o Ironman tem conhecido nos últimos anos uma acentuada revolução, com vários atletas de prestígio a querem afirmar-se neste gigantesco desafio.

Vício começou na escola secundária

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Nascida nas Caldas da Rainha e licenciada em Farmácia, Vanessa Pereira começou a fazer as primeiras corridas na escola secundária. “Foi o meu professor de Educação Física quem me disse que tinha algum jeito e pediu-me para começar a participar em provas”, recorda a atleta.

Vanessa gostou da experiência e rapidamente ficou absorvida pela ideia de participar num triatlo. “Tinha como principal referência a Vanessa Fernandes e sempre admirei os feitos das atletas portuguesas de qualquer modalidade”, precisa.

O contacto com outros atletas levou-a a despertar para o desafio que representa o Ironman. “Segui online a presença de alguns atletas portugueses no Mundial no Hawai, entre os quais o Sérgio Marques, que é uma referência na modalidade em Portugal. Fiquei deslumbrada ao ver a prova e depois também quis passar por essa experiência. É uma coisa inesquecível. Adorei e agora tenho o vício do Ironman...”, diz.

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