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Ricardo Diniz com Portugal no coração

Ricardo Diniz com Portugal no coração
• Foto: CARLOS BARROSO

O velejador Ricardo Diniz já se encontra a caminho de Saint-Malo, em França, onde a 2 de novembro será dada a largada para a regata transatlântica Route du Rhum. É a primeira vez que um português participa nesta prova mítica em solitário, que se conclui em Guadalupe, nas Caraíbas.

“Estou muito entusiasmado. Na realidade, não sou um velejador de competição, nem a vela que eu faço é propriamente um desporto. Tenho desenvolvido expedições para dar a conhecer o nome de Portugal, através das suas empresas, que comercializam os nossos produtos, como os têxteis ou a cortiça, por exemplo”, explicou Ricardo Diniz, depois de se ter preparado, e à sua embarcação, nos estaleiros de Peniche.

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A tarefa do velejador não se afigura fácil, pois compete num dos barcos mais antigos e pesados da frota da Route du Rhum, mas trata-se de uma embarcação com alma:“Salvei-o e recuperei-o, com a ajuda de 312 pessoas em 2012. É a primeira vez que regressa a França. Foi um trabalho brilhante dos nossos estaleiros”, revelou emocionado o navegador.

Com uma história sentimental, o ParisAsia.fr tem o nome proveniente do patrocinador português Carlos de Matos, que está a erguer em França uma infraestrutura de ligação comercial entre a Europa e a Ásia. “Foi construído numa padaria em Inglaterra, tendo um grande currículo em viagens. Pesa 12 toneladas, tem 20 metros de comprimento e uma quilha enorme de 4 metros, além de as velas pesarem cerca de uma tonelada. Levo cerca de 45 minutos para içar a vela principal, quando num barco moderno a mesma tarefa demora apenas 5 minutos. Mas é um barco fantástico, em madeira de cedro e revestido a fibra de vidro, com um mastro em fibra de carbono de 23 metros, muito resistente. O motor que o barco tem só serve para entrar e sair das marinas”, descreveu Ricardo Diniz, que espera chegar a Saint-Malo na próxima sexta-feira, desta vez com a ajuda de uma pequena tripulação.

“Temos feito tudo para otimizar o barco e até o conseguimos aliviar de cerca de uma tonelada e meia de peso para o tornar mais rápido. Se não chegar em último já é uma vitória”, defende Ricardo Diniz, a competir na categoria Rhum, a mais clássica, tendo em conta que há pluricascos com orçamentos até aos 10 milhões de euros.

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O velejador teme as condições atmosféricas na primeira semana, mas se conseguir ultrapassar a adversidade, 24 dias devem chegar para alcançar Guadalupe.

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