Tiroteio assusta velejadores no Rio

O Rio de Janeiro continua lindo, mas também não deixa de ser um barril de pólvora, com os seus desequilíbrios sociais. E a Federação Internacional (ISAF) já pediu medidas urgentes de segurança para as delegações que se treinam para os Jogos Olímpicos, na baía da Guanabara, depois de ter acontecido o incrível, quando velejadores da Grã-Bretanha, Irlanda, Dinamarca e Nova Zelândia foram surpreendidos por um tiroteio antes de entrarem no mar.

Uma das balas perdidas cravou-se numa das paredes de um clube onde os atletas estavam e outras caíram na água, pelo que as pessoas, assustadas, procuraram em pânico um abrigo.

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Segundo a ‘veja.com’, as autoridades tentaram abafar o caso, que envolveu traficantes e polícia, uma luta banal no Brasil, mas que desta vez ganhou uma repercussão internacional pelas testemunhas com estatuto olímpico.

Após os incidentes, os velejadores que frequentam os clubes Iate e Yacht, em Niterói, ponderaram mudar de local, que tem como pano de fundo o Morro do Cavalão, uma favela exemplar no combate à criminalidade devido ao esquema de policiamento comunitário. Mas como já tinha sido pago o aluguer das instalações, não desistiram dos seus direitos, convocando as autoridades, designadamente o Comité Rio, que se prontificou a analisar o caso.

"Íamos a pé para o clube. Agora, só de táxi", revelou o treinador dinamarquês, Peter Hansen.

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Por Alexandre Reis
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