João Coelho e "a época perfeita" do Sporting: «Assistimos à nossa melhor versão na final»

João Coelho, treinador do voleibol do Sporting
• Foto: Paulo Calado

O Sporting concluiu na semana passada "uma época perfeita" no voleibol masculino, ao revalidar o título português com uma vitória retumbante na final sobre o Benfica, por 3-0, defendeu o treinador João Coelho, em entrevista à Lusa.

"Se pudermos falar de uma época perfeita e de atingirmos um patamar de excelência, acho que podemos olhá-la como uma referência. Acho que sim, acho que era inimaginável ter este nível de rendimento, este nível de prestação e esta constância contra um grande rival, que não desaprendeu de um dia para o outro", observou o técnico, de 44 anos.

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O Sporting não se limitou a ganhar ao Benfica (que há apenas dois anos, em 2024, confirmava a hegemonia na modalidade ao conquistar o quinto título seguido), fê-lo de uma forma que nem o adepto leonino mais otimista ousaria pensar, ao impor-se nos três jogos e em todos os sets da final da Liga portuguesa de 2025/26.

"Se olharem aos números, talvez tenha parecido um diferencial maior do que seria suposto. (...) Assistimos à nossa melhor versão na final e a cada ponto jogávamos melhor. (...) Acho que ganhámos porque fomos melhores, claramente melhores. Esse é o nosso grande mérito, mas não foi fácil", assinalou João Coelho.

No ano passado, os leões tiveram de reescrever a história para conquistarem o sétimo título nacional, ao virarem pela primeira vez um resultado negativo de 0-2 para se imporem por 3-2 perante um finalista - igualmente o rival lisboeta - com a vantagem de atuar em casa no quinto confronto. Este ano, a conquista do oitavo título pareceu um 'passeio no parque'.

"A equipa é mais forte este ano. Acho que esse também é outro elogio que se pode fazer: jogámos melhor, dominámos mais fases do jogo, que o ano passado não dominávamos. Defendemos um pouco mais (...), fomos dominadores no 'side out', algo em que o Benfica tem sido superior. Mantivemos todas as outras características do jogo e isso permitiu-nos encerrar com números que não eram esperados de nenhuma das partes", reforçou.

O Sporting começou por vencer em casa por 3-0, em 25 de abril, pelos parciais de 25-23, 28-26 e 25-19, e, a cada encontro, a superioridade leonina acentuava-se. Ganhou no pavilhão benfiquista em 02 de maio, por 25-18, 25-22 e 25-22, e, de forma ainda mais clara em nova receção ao rival, a 6 de maio, por 25-18, 25-17 e 25-19.

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"Ninguém diria que seria em três jogos e ninguém diria que seria 9-0 em sets. Quem viu a final da Taça de Portugal, quem viu a própria Supertaça, não diria que seria tudo assim tão fácil. (...) Não vai ser sempre fácil. Podia ter sido 3-2 na mesma. Podíamos ter estado abaixo em jogos. Podíamos ter o fator a casa, que só conquistamos na última jornada, e não fazer dele uma mais-valia", advertiu.

A "época perfeita" de João Coelho começou a ser construída em outubro de 2025, com a conquista da Supertaça, graças a um triunfo por 3-1 sobre o Benfica, e prosseguiu em março de 2026, com a vitória na final da Taça de Portugal, de novo sobre o rival lisboeta, por mais equilibrado 3-2.

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Para treinador da equipa de Alvalade, "é fundamentar manter a maioria dos elementos" que proporcionaram a conquista do oitavo título nacional, até para transformar em algo mais a "participação muitíssimo meritória" na Liga dos Campeões, na qual o Sporting venceu dois jogos e perdeu quatro, terminando no terceiro lugar do Grupo D.

"Claro que queremos agora manter tudo isso e perpetuar no tempo esta linha de sucesso. Manter os melhores e reforços pontuais, isso seria o ideal. Nem sempre é possível, mas um clube como o Sporting, ambicioso, quer ganhar e oferece todas as condições estruturais para que se procure diariamente um patamar de eleição. E tem que ser essa a ambição diária de quem aqui trabalha", advertiu.

Por Lusa
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