É mais uma das várias restrições levadas a cabo pelo regime autoritário e ultraconservador do Afeganistão. O governo talibã anunciou este domingo que a prática do xadrez foi oficialmente proibida, por motivos religiosos. De acordo com um porta-voz do regime, a modalidade viola a lei islâmica.
“O Xadrez na sharia [lei islâmica] é considerado uma forma de apostas, por isso há questões religiosas que têm necessariamente de ser levantadas. Até que todas as dúvidas sejam sanadas, a prática do desporto fica proibida no país”, afirmou Atal Mashwani, ministro dos Desportos, em declarações à AFP.
Recorde-se que desde 2021, após a saídas das tropas americanas do território, que os talibãs têm imposto cada vez mais proibições e limitado a liberdade individual do povo afegão. Por decisão do ministério da Propagação da Virtude e da Prevenção do Vício, o xadrez é apenas mais uma das atividades proibidas.
Em 2024, o MMA foi outro desporto que também foi banido do Afeganistão. Na altura, a justificação apresentada teve que ver com a sua natureza violenta, considerada incompatível com os valores do Islão.
A esta somam-se as várias proibições que são apontadas exclusivamente às mulheres. Em novembro de 2022, foi promulgada a interdição à entrada de mulheres em ginásios e parques.
Os talibãs acabaram mesmo por proibir todos os desportos para raparigas e mulheres e intimidaram ex-atletas femininas para que não se revoltassem com a decisão. Muitas atletas fazem atualmente parte de equipas de refugiados ou partiram para o exílio.
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