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A justa causa

A justa causa

A forma como a Seleção Nacional joga com Paulo Bento é o melhor argumento para a FPF sustentar a rescisão com justa causa do contrato de Carlos Queiroz. Onde com Queiroz se via medo, há agora segurança. Onde com Queiroz se inventava, há agora simplicidade. Onde com Queiroz se bocejava, há agora espetáculo. Onde com Queiroz era derrota certa, há agora sempre esperança.

A herança de Paulo Bento é pesada, mas como os jogadores já não adormecem nas palestras, e uma vez que cada um sabe bem os terrenos que deve pisar, Portugal volta a ser uma equipa temível. Tudo pode ainda acontecer no apuramento para o Europeu. A maravilhosa sinfonia conseguida frente à Espanha prova que podemos aspirar à vitória em todos os jogos ainda por disputar.

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Afastada a nuvem negra de Queiroz falta ainda a esta Seleção um defesa-esquerdo que seja alternativa a Fábio Coentrão. Por mais polémico, não posso deixar de escrever: o melhor lateral canhoto português a seguir a Coentrão está também no Benfica e chama-se César Peixoto. Não é com remendos vindos da direita que se equilibram as alas – mesmo que na esquerda Ronaldo disfarce muito o défice –, como ficou provado no Euro’2008, nesse insano sacrifício exigido a Paulo Ferreira.

O selecionador nacional terá de encontrar uma alternativa a Fábio Coentrão, alguém que também respire flanco esquerdo. Lamentavelmente, para lá de César Peixoto, o panorama nacional está um deserto.

P.S. – O Sporting prepara-se para medir forças com o FC Porto. Os últimos jogos mostram uma equipa ainda cheia de indefinições. Os flancos estão coxos – só João Pereira progride bem, mas é mal compensado pelos médios –, e os processos no centro do terreno são quase anárquicos. Os avançados são por isso mal servidos. A máquina portista deste ano não costuma perdoar tais ambiguidades.

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