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A última vitória

A última vitória

A única forma de terminar vitorioso é acabar a guerra após uma última vitória – esta máxima que atravessa a História com todos os sábios na arte da estratégia não é aplicável a inúmeras profissões competitivas do presente. Desde logo a de treinador de futebol. Que o diga Mourinho, saído do Chelsea após contratações presidenciais caprichosas. Pervertida a filosofia desafiante do projeto.

Mourinho que agora se encontra em estado de choque na capital imperial de Madrid, sem conseguir laçar uma equipa em torno do umbigo de Ronaldo.

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Que Mourinho e a falange portuguesa tinham problemas no centro do garrote castelhano já era gritante a época passada. Mas Mourinho, apesar das ameaças veladas de partida para outras paragens e piscares de olhos ao mercado, persistiu em ficar. Conquistou o título mais saboroso – o de Espanha – frente ao mais poderoso Barcelona da história. Mas decidiu permanecer após a mais saborosa vitória. A última?

Mourinho não ouviu o murmúrio dos sábios, da arte da guerra ou de qualquer outra estratégia. Que estratégia pressupõe confronto de forças. Mas a força vitoriosa nem sempre é a mais bruta. Por inação do mercado, ou pura teimosia, Mourinho decidiu ficar. Agora vê um grupo de jogadores estender-se demasiado no campo. Vê qualquer um pisar como Ronaldo, para não correr atrás de bolas duvidosas. Todos acham que, na dúvida, a força de arriscar não é elegante. Todos acham que correr (?), corram os portugueses. A presente legião estrangeira lusa – essa corte do segundo melhor jogador do Mundo. Corte onde Mourinho já se integra.

Não sei que vidro Mourinho pode partir para sair deste sufoco. Mas a vitória no campeonato do ano passado só não será a última, ao serviço de Madrid, se Mourinho conquistar a Europa. O que, com o exército que se tem visto, parece muito pouco possível.

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