África do Sul: sim ou sopas!

No lançamento do duelo de sábado à noite com a Suécia, Carlos Queiroz não quis falar muito dos jogos anteriores. É uma opção que se entende, pois voltar a analisar partidas como a do embate caseiro com a Albânia não faz bem a ninguém. Mas, olhando para trás ou concentrando atenções apenas e só no presente, a verdade é que se a Selecção Nacional voltar a falhar... ficaremos com a certeza de que próxima edição do Campeonato do Mundo não contará com a presença lusitana. E se o País já está mergulhado no desespero por causa da crise económica, convém que aqueles que passam ao lado desse problema não contribuam para que o povo se sinta ainda pior.

Sou um optimista por natureza no que diz respeito à Selecção de futebol. Depois de muito pensar, concluí que essa fé deriva do facto de, há uns anos a esta parte, contarmos com vários jogadores de qualidade acima da média. Cristiano Ronaldo, indiscutivelmente, é a grande figura da actualidade, mas outros possuem arte e engenho suficientes para derrubar a Suécia ou outra equipa do género. A verdade, porém, é que até agora este conjunto recheado de talento só deu para ameaçarmos alcançar um Europeu ou Mundial. Só que, por esta ou aquela razão, tem faltado sempre qualquer coisa. De momento, contudo, não se pode dizer que o problema seja somente de pormenores. Nesta fase de qualificação para o próximo Mundial, a Portugal tem faltado praticamente tudo, desde a atenção e a eficiência dos atletas ao "olho clínico" do seleccionador: nas convocatórias, na construção da equipa base, nas tácticas ou nas substituições.

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Mas, seguindo a linha de pensamento de Queiroz, vamos deixar o passado de lado - o que não é a mesma coisa que esquecer... Agora, chegou o momento do sim ou sopas. Para continuar a pensar na ida à África do Sul é preciso bater a Suécia, uma equipa com qualidade, mas incomparavelmente inferior à nossa e que, para ajudar à festa, nem vai poder contar com os serviços do notável Ibrahimovic.

Porém, para poder assegurar os 3 pontos, Portugal tem de fazer algo que, por exemplo, não fez na Suécia: jogar efectivamente para ganhar. E como se consegue isso? Não ficando à espera do erro dos adversários, assumindo o jogo desde entrada. Para se chegar ao título mundial, como o seleccionador (e bem) continua a acreditar ser possível, não se pode ter uma atitude de equipa vulgar. Não bastar pensar em grande, é preciso agir como grande.

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