Este campeonato parece já destinado ao Benfica. Cinco pontos de avanço, o plantel mais equilibrado e a liderança técnica mais sólida apontam os encarnados ao título.
Claro que ainda há muito jogo pela frente. O grande Lucho chega para o FC Porto e fevereiro traz sempre o fator Europa, com lesões e cansaços para quem ainda por lá anda. Mas este Benfica está mesmo com estrela de campeão.
Poderá ter alguma razão Vítor Pereira quando critica árbitros menos capazes por se vergarem ao poder do favorito. Em Portugal, ninguém sabe mais disso – de maus árbitros e supostos bons serviços – do que o FC Porto. Durante as décadas de oitenta e noventa do século passado, quantas vezes a equipa foi levada ao colo enquanto os outros candidatos eram empurrados para baixo? Várias. E nem sempre de forma conluiada certamente. Basta um espírito servil para decidir sempre em favor do mais forte.
Agora, estará o FC Porto a provar do seu próprio veneno? Talvez, mas até ao momento não parece. As arbitragens não têm mostrado uma tendência nítida e monocolor, antes continuam a enfermar, regra geral, de um atávico protecionismo aos clubes maiores. Nesta última jornada, o Benfica foi beneficiado, como é regra, e o FC Porto estranhou decisões duvidosas contra os seus interesses.
Só as próximas rondas poderão acentuar a tendência encarnada deste título e desfazer ou confirmar a ideia de que este favoritismo se estende do melhor futebol jogado até à arbitragem.
Pois, para já, a verdade é que pertence ao Benfica o futebol mais sólido. O maior poderio ofensivo. A mais rápida circulação de bola.
E, aos melhores, até o apito parece sempre ajudar.