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O azar que a equipa do Sporting teve frente ao Moreirense é, como quase todos os azares, de explicação bem racional. A equipa ficou sem treinador principal – que tinha contrato até 2014, o que era um acréscimo de poder face aos jogadores – e durante duas semanas foi treinada por um homem da casa, com preparação e personalidade forte, mas que não podia dizer a simples coisa: o treinador principal sou eu, quem lidera sou eu e vou montar a equipa segundo as minhas ideias.
Oceano podia apenas treinar o melhor possível enquanto se aguardava um rosto que encaixasse no perfil abstrato traçado por Godinho Lopes.
A equipa perdeu duas semanas sem competição e sem definição de futuro. No confronto seguinte, com um interessante Moreirense, a equipa perdeu o jogo. O azar foi o corolário lógico da incompetência dos dirigentes. Sabe-se agora que a corda partiu entre Luís Duque, Carlos Freitas e Godinho Lopes.
Com esta profunda purga na SAD, Godinho Lopes visa poupar dinheiro ou culpa Duque e Freitas pela falta de resultados? Talvez um pouco de ambas as causas faça a justificação deste gesto corajoso mas próximo da imprudência pela radicalidade.
Entre a bola que bate na trave e o seu futuro no Sporting, Godinho Lopes prescindiu dos amortecedores. À próxima derrota será ele próprio a ficar em causa. Cheira a eleições no Sporting.
Por falar em eleições, é já sexta-feira que os benfiquistas vão às urnas. De ambos os lados estão vários benfiquistas ilustres e bem-intencionados. Sinal de grande vitalidade num emblema que há doze anos esteve à beira do abismo e conseguiu dar vários passos atrás. Se há benfiquistas ilustres em ambas as candidaturas, se os dois candidatos são aparentemente respeitáveis cidadãos, tudo estará bem para os benfiquistas um dia após as eleições. E Vieira aparece como favorito a larga distância.