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Crise no Dragão

Crise no Dragão

Por estes dias, as únicas boas notícias que chegam aos benfiquistas acontecem no Porto. Villas-Boas evitou o desgaste da segunda época e fez o primeiro contrato milionário da sua jovem carreira. Para o Chelsea rumará também, tudo indica, Falcão. Bem pode o Benfica contratar dez Antónios Carraças, que nem por isso o vento, para já, deixaria de correr a favor.

Este sopro de corrosão do grupo devorador de títulos montado por Pinto da Costa na época passada vai equilibrar o campeonato de tal forma que até um Sporting, poupado mas organizado, passa a ter uma palavra forte na discussão do título.

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Agora os olhares viram-se para Pinto da Costa até se saber quem será o senhor que se segue à frente da equipa. Mas uma eventual saída de Falcão também será dificilmente superada sem danos. Falcão é um predestinado para a fartura de golos. Como ele há muito poucos em todo o Mundo. Numa situação desta emergência, Pinto da Costa tenderá a procurar uma solução rápida para o vazio no comando, tornando o futuro técnico na mais recente prova de que no FC Porto qualquer treinador se arrisca a ser campeão – máxima criada na Luz vai para trinta anos mas concretizada a norte desde que Pinto da Costa assumiu o leme abençoado por Pedroto.

Irá o FC Porto tremer? – Sim, aposto nisso. Não mostrará o futebol inebriante exigível com a continuidade de Villas-Boas. Que com esta saída fugiu também a novas comparações com Mourinho.

Com o grande rival numa súbita crise, o que se vê do Benfica por estes dias? Nada de positivamente relevante. Como se tudo estivesse dependente da venda ou permanência do mais hábil flanqueador do plantel.

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Como se no discurso repleto de amores efémeros de um dividido Coentrão estivesse o destino da mais decisiva época para Vieira.

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