Sempre que esteve presente nas conferências de imprensa desde que Portugal se concentrou para este Mundial, Deco - à semelhança de tantas outras vezes - foi questionado sobre a decisão de vestir a camisola de Portugal e a resposta foi invariavelmente a mesma: "Não voltaria atrás".
O jogador do Barcelona deixou bem claro que está de corpo e alma na Selecção Nacional. Mas se Portugal permitiu ao médio estar num Mundial, Deco deu a Portugal tanto ou muito mais. Se dúvidas houvesse sobre a importância do "Mágico" na equipa portuguesa, espero que esta tarde tenham acabado de vez.
Vale a pena alimentar patriotismos sem sentido, para continuar a deitar abaixo uma decisão que só pecou por tardia?
Mas o jogo com o Irão permitiu também deitar por terra o argumento que muitos têm utilizado, no sentido que Figo se aproveitou da Selecção, voltando após um ano fora e num momento em que a nível de clube as coisas não lhe corriam de feição.
Figo voltou esta tarde a estar a bom nível. Os anos não lhe parecem pesar muito nas pernas e as observações de Scolari antes do arranque do Mundial'2006 confirmam-se: está melhor do que em 2004.
Ainda bem que foram necessários apenas dois jogos para dar cabo dos Velhos do Restelo.