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Hoje, a partir das 17 horas, Portugal irá parar com o clássico entre o Benfica e o Porto. Vai ser o jogo do ano, é a partida que pode decidir o campeonato português. Uma vitória dos lisboetas praticamente arrumará com a questão do título. Podem ficar com seis pontos de vantagem e com o confronto entre ambos a seu favor. Em caso de empate, o Benfica ficará com os mesmos três pontos de avanço e com vantagem no confronto direto, pelo que, a quatro jornadas de finalizar a Liga, os homens de Jesus também podem dar um passo de gigante para conquistarem o campeonato. Se o Porto ganhar por um golo, ficam empatados com 74 pontos mas o Benfica continuará a ter a vantagem no confronto e a depender apenas de si. Se o Porto ganha por 2-0, o confronto direto ficará empatado e o campeonato, neste caso, poderá ser resolvido pela diferença entre golos marcados e sofridos das duas equipas. Os últimos quatro jogos seriam uma autêntica loucura pois neste momento as águias têm 73 golos marcados e 15 sofridos, enquanto os dragões levam 67-12. Por último, se o Porto ganhar por uma diferença de três golos ou mais ficará com o confronto direto a seu favor e passará para o primeiro lugar e a depender apenas de si próprio.
Serão 90 minutos impróprios para cardíacos. É um jogo de alta pressão para os dois plantéis, já que todos os elementos do grupo, desde o roupeiro ao treinador, sabem que a única possibilidade que têm para evitar uma época desastrosa é ganhar a Liga. Não existe meio termo: ou é tudo ou é nada, ou é o êxito ou é o fracasso total. E tudo passará pelo jogo desta tarde no Estádio da Luz. O Benfica está na final da Taça da Liga mas, como sempre disse, este troféu é secundário para os grandes clubes. Para Sporting, Porto e Benfica, onde tive o privilégio de jogar, ganhar só a Taça da Liga é um fracasso. Os benfiquistas precisam de conquistar o campeonato para que a época seja um êxito e, esta tarde, o balneário encarnado sabe que tem uma oportunidade de ouro para matar o campeonato e evitar correr qualquer risco nos quatro jogos que faltam. Luisão, Gaitán, Jonas e companhia sabem que hoje os três pontos são muito mais que três pontos, uma vitória esta tarde significa praticamente ganhar o campeonato e, esta noite, a quatro jornadas do final já quase podem ir para o Marquês de Pombal festejar o título.
No outro balneário, a pressão é imensa e o estado anímico não é o melhor. Os jogadores do Porto, depois da vitória na primeira mão por 3-1 ao Bayern Munique, estiveram a um passo da glória. Nenhum deles, nem nos piores pesadelos, podia imaginar que iam ser goleados. Para muitos, a derrota de terça-feira na Alemanha por 6-1 foi a pior das suas carreiras e um resultado destes para uma equipa ganhadora é sempre uma ferida enorme que demora a cicatrizar. Por outro lado, sabem que não há tempo para lamentações, porque a única opção que têm para continuarem a sonhar com o título é ganharem o jogo de hoje. Não têm outra hipótese. Se perderem dizem adeus ao campeonato; o empate, que normalmente é um bom resultado na Luz, desta vez não serve para nada. Lopetegui e os seus homens sabem que o Benfica não perderá quatro pontos nos quatro jogos que faltam. O Porto não pode esperar, tem de arriscar tudo porque só os três pontos lhe interessa.
Hoje, por volta das 19 horas, já saberemos se o campeonato acabou, se está quase acabado ou se está tudo em aberto para as quatro últimas jornadas. Quem será o bestial? Quem será a besta? O futebol é isto e a verdade é que é esta a magia que faz um país parar.
GRANDE CALDEIRADA
Talisca no futsal
Em semana de clássico, o brasileiro não podia ter corrido maior risco. Na segunda-feira passada foi apanhado na sua folga a jogar futsal com uns amigos. Quando és profissional sabes que estas situações são intoleráveis, pois colocas sempre em risco a tua integridade física, mesmo que seja a brincar. O Talisca arriscou e felizmente para ele não aconteceu nada, mas fica o ensinamento ao jovem brasileiro: não pode voltar a fazer o que fez em plena competição.
NÓS LÁ FORA
Enorme Carriço
O português do Sevilha bateu o recorde de jogos realizados na Liga Europa. Ao todo já são 45 presenças e com a passagem às meias-finais da competição, poderá ainda esta época alcançar as 47 e até quem sabe as 48, caso a equipa sevilhana repita a presença na final. Um verdadeiro craque, um grande profissional!
DO MEU ALBÚM
Alegria e tristeza
Joguei vários clássicos para o campeonato, Taça e Supertaça. Umas vezes perdi, umas empatei e outras ganhei. Fui 18 anos profissional de futebol e, de todos os jogos que joguei, houve um diferente. Foi um em que no fim estava feliz e triste ao mesmo tempo. Estava contente porque era jogador do Porto e tínhamos ganho no Estádio da Luz o jogo da segunda mão da Supertaça por 4-2. Éramos campeões e eu fiz dois golos. Por outro lado estava triste porque o meu querido amigo e companheiro de Seleção Neno era o guarda-redes do Benfica e não teve uma noite feliz. O Neno é das melhores pessoas que conheci ao longo da minha vida e fiquei triste por ele. Um grande abraço, amigo!