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Dois desafios para vencer

Dois desafios para vencer

Portugal vai iniciar uma nova jornada dupla na fase de apuramento para o Mundial’2014. A partida de hoje, na Rússia, e a receção à Irlanda do Norte, no Estádio do Dragão, em caso de vitória, podem significar um passo de gigante para as aspirações portuguesas no que respeita à qualificação. Além disso, uma vitória sobre o adversário direto na luta pelo 1.º lugar poderá acabar por valer uma campanha mais tranquila, sem as habituais contas de última hora. É a sabedoria popular que o diz: não deixes para amanhã o que podes fazer hoje.

Frente à Rússia, o nosso rival maior nesta caminhada até ao Brasil, a Seleção terá um jogo extremamente difícil pela frente. A contratação do técnico italiano Fabio Capello trouxe aos russos um maior rigor defensivo, colmatando uma lacuna que se tornou evidente no último Europeu, onde a Rússia, uma das seleções que praticou melhor futebol, acabou traída (e eliminada) pelas suas fragilidades na retaguarda.

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Agora, a equipa de Leste apresenta-se diferente. Mais organizada, a Rússia comete menos erros defensivos, povoando-se com muita gente talentosa (e trabalhadora) no meio-campo e tirando partido da velocidade e categoria dos atacantes (Kerzhakov e Dzagoev, por exemplo), especialmente em rápidas transições ofensivas. E os números falam por si, já que tem, neste momento, o melhor ataque e a melhor defesa do Grupo F, com 6 golos marcados e nenhum sofrido.

Contra uma equipa bem estruturada na defesa e no ataque, Cristiano Ronaldo e companhia terão o desafio adicional de contrariar a história: marcar um golo em Moscovo, algo que ainda não aconteceu nas três tentativas anteriores. Mas a vitória está longe de ser impossível. Uma exibição personalizada da Seleção Nacional, com um futebol rápido e inteligente, sobretudo por parte dos nossos médios, que permita o controlo da bola no meio-campo e seja capaz de servir os avançados, pode levar de vencida esta Rússia.

Ganhar seria importante por várias razões. Garantiria uma vantagem direta face à Rússia e daria maior margem de manobra perante um eventual percalço na fase de qualificação. Por outro lado, constituiria uma boa injeção de confiança para os portugueses, criando as melhores condições para um apuramento sossegado. Contudo, é bom ressalvar que esta partida nunca será decisiva. Um empate poderá encarar-se como positivo e a derrota não será um drama, apenas estreitará a margem de erro. Apesar de tudo, acredito que pela cabeça de Paulo Bento não passe outra coisa que não seja a conquista dos três pontos em Moscovo.

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Os portugueses terão ainda de se ambientar ao campo sintético do Estádio Luzhniki, uma situação que se começa a generalizar por vários estádios europeus e que não constituirá novidade, nem problema, para a grande maioria dos atletas nacionais, já habituados a jogar em palcos com este tipo de piso. Não servirá de justificação e a equipa nacional terá todas as condições para praticar um futebol de qualidade.

Na próxima terça-feira, será a vez de recebermos, no Porto, a Irlanda do Norte. Com seleções teoricamente mais fracas, todo o cuidado é pouco, para não correr riscos e garantir os três pontos em discussão. São jogos em que só as vitórias interessam e só encarando a partida com atitude forte, de respeito para com o adversário e motivação para ganhar, é que a qualidade dos nossos jogadores acabará, naturalmente, por fazer o resto.

O CRAQUE

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Siena ganhou a pechincha

Custa a crer que nenhum dos grandes do nosso futebol lhe tenha pegado. Contudo, a qualidade evidenciada por Luís Neto ao serviço do Nacional não passou despercebida aos italianos do Siena. Rápido nas antecipações, eficaz na marcação e forte no jogo aéreo, o atleta está entre os quatro melhores centrais portugueses da atualidade. A sua chamada à Seleção Nacional é, por isso, mais do que justa. Luís Neto está a brilhar em Itália e já se fala na cobiça de emblemas maiores daquele país. Ele que apenas custou 1,7 milhões de euros ao Siena...

A JOGADA

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Filme acabou por se repetir

Mais uma vez, o Sporting volta à estaca zero no dossier do treinador. A época arrancou mal e quem pagou foi o elo mais fraco: Sá Pinto. Mas jogadores e direção não estão isentos de culpa. Os atletas não mostraram a motivação e o rendimento necessários a uma equipa com as ambições do Sporting. E apesar do investimento feito, a direção não evitou desequilíbrios no plantel. Há médios a mais, avançados a menos e a defesa implora por mais qualidade. Resta saber se, com estes ovos, o novo treinador fará omeletas de vitórias.

A DÚVIDA

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Pepe é amado por uns e odiado por outros

Durante a semana, Pepe foi alvo de atenção especial da imprensa desportiva espanhola. Tito Vilanova, técnico do Barcelona, irritado com o facto de o português ter dito que os jogadores do Barça faziam teatro, afirmou que deveria ser feito um vídeo com as entradas violentas de Pepe na partida com o Real Madrid. Logo se cerraram fileiras. De um lado, os jornais pró Barça encheram as capas com imagens de faltas do português. Do outro, a imprensa de Madrid recorreu à estatística para mostrar que, em média, Pepe sofre mais faltas do que as que provoca. Quem tem razão?

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