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E para os golos?

E para os golos?

Agora que a Seleção aterrou na Polónia para jogar na Ucrânia, começa a verdadeira contagem decrescente até ao primeiro momento de verdade. A poderosa Alemanha, líder europeia nas finanças, indústria e futebol, está no caminho de Portugal. Depois de ensaios a raiar o vergonhoso, que onze vai Paulo Bento lançar para este exame final?

Na direita da defesa, Miguel Lopes é bem mais seguro do que João Pereira. Na esquerda não há alternativa a Coentrão – mas dava um certo jeito perante a anarquia tática do esquerdino. No meio-campo, não há alguém que se assuma como patrão. Ronaldo, líder indiscutível da equipa, joga demasiado encostado a um dos flancos. Se continuar assim, apesar da sua indiscutível classe, é facilmente anulável por um bom lateral que conte com apoio solidário do médio-ala. Para Ronaldo ser o melhor jogador do Mundo, é necessário que Paulo Bento lhe dê mais liberdade de movimentos na frente. E a possibilidade de, mesmo pelo meio, poder recuar para terrenos pisados por um número dez puro. Só Ronaldo poderá disfarçar o maior problema demonstrado até agora – a alergia a golos de que sofrem todos os que têm por missão primeira fazer abanar as redes contrárias. Postiga ou Hugo Almeida – em quem deve apostar Paulo Bento para defrontar a Alemanha? Pelo que se tem visto, e pela forma de jogar dos alemães – com a defesa muito subida sempre a impor equipas curtas –, o melhor seria tirar da cartola o miúdo. Nélson Oliveira não tem nada a perder e sprinta muito melhor com bola do que a concorrência para o lugar. Para Nélson Oliveira chegar efetivamente ao nível do seu elevado potencial falta-lhe agressividade na conquista da bola. Precisa mostrar-se capaz de recuperações no campo de ataque. Tem de ganhar coragem para deixar carimbo no físico dos defesas. De resto está ali tudo para ser craque. Merece uma oportunidade!

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