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1 - É contra o Benfica, o FC Porto, a Liga de Clubes, os fundos e a generalidade da comunicação social. Ao verificar que a equipa não tem qualidade suficiente para atingir os objetivos megalómanos que pretendia alcançar, tornou-se também contra Marco Silva, contra a maioria dos jogadores e contra os sócios e adeptos mais céticos e logo menos bajuladores. Nas últimas semanas, só a guerra aos árbitros baixou substancialmente de tom. De resto, há um inimigo identificado ao virar de cada esquina, alguém que invariavelmente lhe emperra a máquina que, apesar de uma ou outra conquista, nunca funcionou na plenitude. Mesmo não sendo certamente essa a intenção, Bruno de Carvalho, ao protagonizar tanta cruzada em simultâneo, acaba por estar contra o próprio Sporting, de quem parece continuar a ser mais um apaixonado adepto de bancada do que um presidente zeloso da sua responsabilidade institucional. Marco Silva, sem que tivesse cometido erros de monta no plano tático-estratégico ou na gestão do plantel, sairá a breve prazo, assim haja acalmia nas redes sociais. Recebeu Nani, entretanto lesionado, e duas mãos cheias de jogadores que não pediu e cuja qualidade é de um modo geral duvidosa. Conseguiu os resultados desportivos possíveis e, na defesa do grupo de trabalho, acabou por não afinar pelo conflituoso diapasão do presidente, o que, mais tarde ou mais cedo, lhe custará o emprego. Terá, afinal, o mesmo destino do bem-sucedido Leonardo Jardim, embora abandone Alvalade por uma porta muito mais pequena. Resta saber quem se seguirá. Um português de prestígio, que conheça minimamente a realidade leonina, não quererá, por certo, aceitar o presente envenenado. O nome Sporting não permite tudo, principalmente num momento em que o clube é dirigido pelo egocentrismo e pela precipitação, fatores que ainda podem causar uma enorme surpresa na assembleia geral de janeiro – principalmente se Marco Silva sair até lá –, marcada para o fortalecimento do regime mais presidencialista da história recente do clube de Alvalade.
2 - Nélson Oliveira deixou outra vez a Luz. Aquele que é potencialmente o melhor ponta-de-lança português da atualidade teve direito a 25 minutos de utilização no Benfica em 2014/15. Viva a fartura... e a coerência!