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E, de repente, no último dia de transferências, considerando a maior parte das Ligas (de futebol profissional) europeias, o futebol do Benfica ia sendo varrido por um “furacão”. O furacão “Mercado”. No começo da noite, a sensação era de reconstituição plena do plantel, que passava, também, pela troca (empréstimos) de Nolito por Sílvio.
Aprincipal notícia envolveu, contudo, a transferência de Javi García para o Manchester City, que considero ter sido um dos jogadores mais importantes do Benfica das últimas temporadas. Um “não-virtuoso”, mas um jogador fundamental para o equilíbrio táctico de qualquer equipa. Chamar-lhe-ia o “pilar táctico” da equipa. A entrega e o carácter. O guardião do processo defensivo. Um jogador crucial nas movimentações resultantes das situações de bola parada (defensivas e ofensivas).
Asaída de Javi García é um “drama” para o Benfica? Poderia ser... se não houvesse Witsel. E que bom para o Benfica ficar com Witsel, outro jogador de grande prevalência técnico-táctica! É evidente que, na tentativa de salvaguardar uma certa geminação e o mesmo perfil de jogo naquela zona do campo, Matic poderia agora avançar para a titularidade. E, na verdade, talvez isso se justifique em determinados jogos. Tenho, aliás, a convicção de que a falta de Javi García se vai fazer sentir nos jogos da Champions e nos “grandes desafios” cá do burgo. Quando for preciso dar respostas no chamado “jogo aéreo” e quando for necessário intensificar a pressão sobre os adversários, no processo defensivo. Mas tenho igualmente a convicção de que a saída de Javi Garcia pode “libertar” um pouco mais alguns jogadores do plantel do Benfica, uma vez que talvez se justifique agora assumir Witsel como “trinco” – um trinco necessariamente diferente... – e isso conferirá em tese mais espaço a jogadores como, por exemplo, Carlos Martins (já para não falar em Aimar).
Em síntese: Jorge Jesus pode sentir-se um pouco menos pressionado pela competitividade do plantel, mas com a saída de Javi García pode preparar-se para (re)construir um novo Benfica. Com dinâmicas e rotinas semelhantes, mas com um perfil, repito, diferente.
Ofuracão “Mercado” ia apanhando também Nolito e Sílvio no eixo Benfica-At. Madrid, mas à meia-noite as notícias davam conta de… “ausência de vítimas”. Falhada a “operação-Eliseu”, os encarnados voltaram-se para Sílvio, um jogador que poderia ser “número 2” de Maxi Pereira (à direita) e, em princípio, “número 2” de Melgarejo (na lateral esquerda). Com Sílvio (com um handicap de 6 meses de paragem...), o Benfica mataria dois coelhos com uma cajadada. Mas deixar sair Nolito seria uma facada no coração dos adeptos. E já chega de sangramento.
Amaior surpresa pode estar reservada até à meia-noite de 6 de Setembro, data em que fecham as inscrições na Liga russa. É preciso contar com o poder económico de alguns clubes russos e nesse plano pode inscrever-se a possibilidade de se concretizar um negócio a envolver o ponta-de-lança Cardozo. E daí a fundamentação da aquisição do bracarense Lima, uma boa solução para qualquer plantel da Liga indígena, depois da saída de Saviola e do empréstimo de Nélson Oliveira.
OBenfica submete-se, como todos, às “leis do mercado”, mas também de uma certa passividade (Junho/Julho) da SAD encarnada, que deixou tudo para o último dia. E não resolveu o problema da alternativa a Maxi e… Melgarejo.