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Terminada mais uma jornada europeia só pode dizer-se que os três clubes portugueses envolvidos tiveram um comportamento sensacional. É verdade que o FC Porto não venceu (mas fez o suficiente para o justificar); que o Benfica se limitou a confirmar a esperada superioridade perante uma equipa que chega e sobra para o campeonato romeno, mas que revela falhas enormes para ser consistente na Europa (aliado ao facto de há muito não ter competição "a sério") e que o Sp. Braga apanhou pela frente um ex-colosso italiano que, de momento, somente deseja não cair na Serie B.
Mas, sejamos realistas, no mundo do futebol profissional o que conta são os resultados, as vitórias, as bolas que entram e não aquelas que podiam ter ultrapassado a linha mas que, por esta ou aquela razão, conheceram outra direcção. Os nossos representantes ajudaram a vincar aquilo que, por muito que custe a determinados "especialistas", é uma evidência: Portugal é, hoje em dia, uma potência no pontapé na bola mundial.
Eu sei que os emblemas cá da terra não têm o dinheiro das principais formações de Espanha, Inglaterra, Itália ou Alemanha. Mas, se isso é importante... não é tudo. Portugal é vice-campeão europeu; terminou o último Mundial no quarto lugar; figura no "top ten" do "ranking"; os seus clubes de topo voltaram, recentemente, a conseguir resultados de nomeada nas Eurotaças; ao nível dos escalões jovens poucas nações podem ombrear connosco e, por esse Velho Continente fora, são inúmeros os futebolistas (e técnicos, com Mourinho e Manuel José à cabeça) que brilham, com particular destaque para Cristiano Ronaldo que, ainda com mais de uma década de futebol de alto rendimento pela frente, é já um dos cinco melhores executantes do Planeta.
O futebol português, desportivamente falando, está bem e recomenda-se. O probema é o que acontece em seu redor, as teias construídas por uns quantos "espertos" que, provavelmente, nem da modalidade gostam. O que sempre buscaram foi formas fáceis de viverem às custas de uma paixão que é tanto nacional quanto global.
Depois de escutar Pinto Monteiro na RTP fiquei com a ideia de que ainda é possível salvar o futebol português. O actual procurador-geral da República garantiu que o futebol em Portugal vai mudar após o fim (agendado para o Verão) do processo conhecido por "Apito Dourado". Assim o espero. Faço votos é para que, finalmente, exista a vontade e a capacidade para punir todos aqueles que, tal como uma doença grave, começam por minar o desporto para, mais tarde ou mais cedo, atacaram em toda a linha da Sociedade. E pouco me importa que os visados sejam do clube A, B ou C. Não quero saber de nomes ou cores. Só desejo que se ilibem os inocentes e castigue os prevaricadores, mesmo reconhecendo que os clubes raramente serão culpados dos erros/negociatas escuras levados a cabo por determinadas pessoas.
Quando o público tiver a certeza que o futebol voltará a ser decidido apenas dentro do campo, não tenho dúvidas que os estádios voltarão a encher. Bom, para que isso aconteça convém também tabelar os preços dos ingressos para valores condizentes com a actual situação económica. Quanto ao resto, não há problema: futebol de qualidade temos nós, embora cá como em qualquer nação, nem sempre seja possível assistir a jogatanas de "encher o olho".