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Depois de se agitar Mourinho, que força pode ter Paulo Bento à frente da Seleção Nacional? Quase nenhuma.
Gilberto Madaíl persiste em tentar golpes de magia com um único fito: salvar o lugar que ainda é seu. Perante os episódios recentes, nada nos garante que o atual presidente da FPF tem intenção de abandonar um palco onde tropeça desde 2006.
A ida a Madrid, para tentar trazer Mourinho como comandante para as próximas e decisiva batalhas, ou se fazia em absoluto segredo – o que no futebol é difícil –, ou seria um imenso desastre, caso não tivesse êxito. E foi um desastre.
Lá voou Madaíl até à capital do império ibérico. Veio de mãos a abanar e tornou qualquer solução seguinte numa confissão de fraqueza. Madaíl será por estes dias como o paizinho rico que prometeu um Ferrari novo aos meninos e agora lhes dá um chaço em segunda mão. É claro que aquela trupe de rapazes milionários que alinha na Seleção não fica muito excitada com as soluções disponíveis pós-Mourinho, por mais honestas e competentes que sejam.
Madaíl apontou a Lua e ficou a olhar para o dedo. Acaba por ser uma pena que Laurentino Dias não tenha um incidente na manga para agitar um processo contra Gilberto Madaíl.
Está gritantemente provado que o seu despedimento seria a mais justa das causas.