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Ideias para o futuro

Ideias para o futuro

Enquanto o futebol português cumpre o seu período de mini-férias de Natal, é uma boa altura para refletir sobre algumas medidas que poderiam trazer melhorias a esta indústria. São cinco propostas que ajudariam a captar mais receitas, a ter melhores arbitragens e espetáculos de maior qualidade.

Seria interessante que os árbitros com insígnia internacional pudessem realizar, todas as épocas, um estágio de três meses numa liga estrangeira. Este intercâmbio de juízes traria benefícios nos dois sentidos. Por um lado, os árbitros portugueses ganhariam maior traquejo em ambientes difíceis e um conhecimento prático de diferentes realidades do futebol europeu. Por seu turno, a vinda de juízes estrangeiros para Portugal seria um sinal positivo e uma opção a ter em conta para jogos importantes, evitando nomeações potencialmente controversas. Com este sistema de estágios, não defendo que os árbitros nacionais sejam excluídos dos principais jogos, mas sim que possam ganhar maior experiência e se possibilite o aumento do leque de opções com juízes internacionais a estagiar em Portugal.

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E com a fase de grupos da Taça da Liga prestes a arrancar, competição desvalorizada por alguns clubes e que, face às dificuldades financeiras da Liga, até levou os participantes a abdicar dos prémios financeiros, porque não pensar na organização de uma Taça das Ligas Ibéricas no futuro? Há muito que os espanhóis equacionam a introdução de uma nova competição no seu calendário, para seguir o exemplo inglês. E se essa competição incluísse clubes portugueses? Uma prova com Barcelona, FC Porto, Real Madrid, Benfica, Atlético Madrid e Sporting captaria certamente as atenções do Mundo e não é difícil perceber que seriam muitos os patrocinadores e operadores televisivos interessados em se associar a ela.

A limitada base de recrutamento da Seleção Nacional é também um problema. Numa União Europeia que prevê a livre circulação de trabalhadores, não se pode proibir que os clubes contratem jogadores estrangeiros, nem essa seria a melhor opção, uma vez que os melhores jogadores nacionais tendem a emigrar à procura de melhores condições. No entanto, se as inscrições na Liga portuguesa contemplassem as regras das provas da UEFA, com a obrigatoriedade de inscrever 4 jogadores formados no clube e outros 4 formados em Portugal este já seria um passo certo para a sustentabilidade e promoção do jogador nacional.

Numa liga portuguesa em que, no geral, a qualidade do futebol deixa a desejar, o paradigma tem de mudar. São frequentes as jornadas em que as médias são inferiores a um golo por jogo. As equipas preocupam-se mais em defender o pontinho, do que jogar para ganhar três. Ninguém vai aos estádios para ver equipas que não tentam rematar à baliza adversária e que, quando sofrem um golo, continuam a defender. A solução podia passar, por exemplo, por um sistema de incentivos financeiros (um prémio a cada 5 ou 10 golos na liga) ou até mesmo desportivos (1 ponto extra por cada 5 ou 10 golos, por exemplo). A competitividade do campeonato, assim como a emotividade, só teriam a ganhar.

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Por último, o futebol semi-profissional. Com a nova distribuição de equipas pelo Campeonato Nacional de Seniores, o calendário ficou mais livre. A ser financeiramente viável, a introdução de uma prova por eliminatórias com final no Jamor, a incluir também equipas dos campeonatos distritais, pode ser a solução certa para dinamizar e complementar as provas dos escalões inferiores. Boas entradas em 2015.

Deixará saudades

O futebol é feito de factos imprevisíveis. Quando Enzo Pérez chegou ao Benfica, quase com 25 anos de idade, era um extremo razoável que não conseguiu convencer Jesus, acabando emprestado ao clube argentino que o vendeu. O sonho europeu do jogador parecia estar desfeito. Porém, a oportunidade chegou com a sua adaptação para médio-centro de categoria internacional. Na hora da despedida da Luz, e mais de 100 jogos depois, fica a imagem de um jogador que nunca desiste dos lances, combativo a defender e preponderante a atacar. As águias sentirão a sua falta.

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Tensão em Alvalade

Sendo o Sporting a única equipa portuguesa ainda em quatro frentes, claro favorito à conquista da Taça de Portugal e ainda com possibilidades reais de lutar pelo 2.º lugar da liga (que garante os tão desejados milhões da Champions), é difícil compreender o atual clima de tensão entre presidente e treinador, nada apropriado a esta época festiva. Uma guerrilha desnecessária que só vem criar instabilidade interna e afetar o balneário leonino, que do meu ponto de vista parece estar do lado de Marco Silva. Vivem-se dias quentes em Alvalade…

Segurança é essencial

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Ainda na semana passada alertei para a necessidade de se promover o negócio do futebol com mais adeptos nos estádios. Sem eles, não há produto valorizado e, sem isso, não há patrocinadores e investidores que lhe peguem. Mas há outro ponto a ter em conta: a segurança. É inconcebível que adeptos do FC Porto, numa viagem de comboio para assistir a um jogo com o Sp. Braga B, tenham sido violentamente agredidos num apeadeiro por um grupo de 30 homens vestidos de negro. Não será hora de Governo e FPF se sentarem à mesa para encontrarem soluções para este problema?

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