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Jesus à cruz

Jesus à cruz

Tudo se encaminha para que o FC Porto mais fraco dos últimos anos seja o campeão desta época. A confirmar-se este desfecho, o duelo é mais perdido por um Benfica incapaz de hierarquizar objetivos, do que vencido por uma equipa azul e branca dirigida de mão aberta por Vítor Pereira. Pegar numa equipa cujo futebol encantou e conquistou a Europa, de onde saiu apenas um jogador – claro que este apenas deve ter aspas, pois perder Falcão é muita coisa –, e penar até ao fim num campeonato onde o Benfica falhou nos momentos decisivos, dificilmente garantirá a Vítor Pereira a manutenção no cargo. Mesmo chegando a campeão.

Este deverá ser o segundo campeonato perdido por Jesus à frente do Benfica. Na época passada, Jesus tinha duas atenuantes: primeiro, a superioridade do futebol portista montado por Villas-Boas. Segundo, um guarda-redes que só trouxe pontos negativos. Este ano não há desculpas. O Benfica ficará a dever ao seu técnico o mais amargo insucesso. O desgaste provocado a jogadores nucleares pela sobreutilização em três frentes levou o Benfica, preso por arames, a perder oito pontos em três jornadas fechadas com a derrota face ao FC Porto; à eliminação pelo Chelsea; e, com mais esta desfeita frente ao Sporting, ao quase derradeiro adeus ao título de campeão. Os encarnados deverão vencer tão só a Taça da Liga. Alegria breve para a grandeza do emblema e investimento no plantel.

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Na segunda-feira, o Benfica mereceu perder. O Sporting jogou muito mais e muito melhor. É certo que houve um penálti não marcado no primeiro minuto. Mas depois, em mais 93 minutos de futebol, foi do Sporting a exaltação até uma goleada falhada.

Enorme ironia: será do Sporting o último sopro de esperança para os encarnados, caso os comandados de Sá Pinto consigam vencer no Dragão.

O que, perante a qualidade atual de ambas as equipas, está longe de ser impossível.

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