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Líder procura-se

Líder procura-se

Caro leitor, proponho-lhe um pequeno exercício: se lhe perguntarem quem é o líder da defesa do Benfica, certamente nem hesita e dispara – Luisão. A mesma pergunta quanto ao FC Porto merece uma resposta fácil – Helton.

E no Sporting? Pois é...

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O problema que Domingos tem na defesa vai muito para lá dos dois centrais. Claro que vai ser fundamental fixar a dupla titular e dar-lhe rotinas coletivas que só Carriço e Polga já possuem. Mas o que os jogos de preparação mostraram foi um meio-campo pouco sólido a defender, com ausências que abrem enormes brechas entre cada um dos sectores, e laterais incapazes de fechar com eficácia quando o lance se desenha pelo centro ou pelo flanco contrário. Estes dois problemas são complementares. Pois se o médio-ala não cobre na defesa, fica mais dilemática a movimentação do lateral: se fecha no centro pode levar a bola nas costas; se não fecha, deixa o central entre o adversário que vem de trás e o avançado que, nessas situações, tende a fazer deslocações laterais.

Claro que a voz de comando e as correções dinâmicas de todos estes movimentos devem caber a um dos centrais ou ao guarda-redes. Mais do que definir – e é urgente – qual a dupla titular no centro da defesa, no mesmo momento, Domingos terá de encontrar um líder dentro do campo. Alguém que grite e seja ouvido para corrigir posições na dinâmica casuística.

A forma como a equipa se mostra permeável é muito mais resultado de uma ausência de liderança nas ações defensivas do que da falta de jeito deste ou daquele central.

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Mas uma voz de comando não se inventa. Tem de estar lá, ser eleita pelo grupo e aceite pelo técnico. Ser treinada. No Sporting, a braçadeira anda de Carriço para João Pereira, mas ainda se procura um líder.

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