Opinião
Luís Pedro Sousa Chefe de redação

Loja de conveniência

1 - A época está a terminar e não existem certezas absolutas quanto à continuidade dos treinadores dos três grandes, até porque os principais troféus se encontram ainda por atribuir. No Benfica, há um título por conquistar, um orçamento por reduzir e um mercado atento a Jorge Jesus. No Sporting, tudo depende do jogo do Estádio Nacional mas também do humor do presidente. Por paradoxal que pareça, do trio em causa é Julen Lopetegui quem está mais firme no cargo, embora o FC Porto corra o sério risco de nada ganhar na presente temporada. A provável permanência do treinador espanhol nos dragões não pode, contudo, ser unicamente explicada à luz da necessidade de prosseguir com um projeto que até nem deu frutos no primeiro ano, muito menos justificada pela moda de, em nome da estabilidade, prolongar treinadores (mesmo que inadaptados) no cargo como se houvesse um Alex Ferguson ao virar de cada esquina. O basco, prestes a cometer a "proeza" de não ser campeão ao comando daquele que é, indiscutivelmente, o melhor plantel da Liga, conseguiu tornar o FC Porto refém. Por culpa do própria estrutura azul e branca, acrescente-se. Com nove reforços de raiz espanhola no último defeso (embora alguns regressem agora aos clubes de origem) e mais um ou outro apalavrado para 2015/16, os dragões ficaram sem margem nem dinheiro para construírem tudo de novo. E estavam avisados para isso.   

2 - O "combate do século" parece ter ficado resolvido logo no jogo da primeira mão, face ao resultado robusto alcançado pelo Barcelona em Camp Nou. E se nos concentrarmos apenas no plano individual deste duelo espetacular, colocando de parte tudo aquilo que a genialidade de Pep Guardiola pode transmitir a um coletivo, não sobram motivos para grande admiração. O Bayern Munique, pese embora todo o seu poderio, não dispõe de um verdadeiro génio. E o Barcelona tem Messi... Permitam-me, aliás, que proponha outro exercício. Mesmo com Robben e Ribèry disponíveis, quantos jogadores dos alemães seriam titulares na equipa de Luis Enrique? Só Neuer... e talvez Thiago Alcântara, se formos simpáticos e quisermos colocá-lo num frente a frente com Rakitic e não com Iniesta.

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Por Luís Pedro Sousa
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