Ao ganhar em Guimarães, mesmo sem utilizar (total ou parcialmente) algumas das suas pedras principais, o FC Porto deu mais um passo rumo à conquista do título. A forma convicta como a equipa de Jesualdo tem abordado as últimas partidas, nomeadamente as disputadas na condição de visitante, deixa pouca margem para os rivais sonharem. E como se viu desta feita, até quando as coisas começam a correr mal, há capacidade para reagir. Com um Raul Meireles imperial no meio-campo e Hulk a semear o pânico na frente... dificilmente o Porto não irá festejar o tetra.
Mas, enquanto isso não sucede, Sporting e Benfica tentam não perder de vista os dragões. Mas, objectivamente, creio que a matemática é a única ciência exacta que lhes permite manter acesa a esperança. Como ficou (mais uma vez) bem evidente, leões e águias não possuem tanta qualidade futebolística, nem profundidade de plantel. Quando faltam alguns dos principais elementos isso vê-se facilmente.
Em Matosinhos, é verdade, o Sporting ainda deu um arzinho da sua graça perante um Leixões nitidamente em quebra de forma. Já na Reboleira, o Benfica voltou a mostrar um futebol incapaz de entusiasmar quem quer que seja. Perante um conjunto em que os seus profissionais devem estar mais preocupados em saber como honrar os compromissos pessoais do que propriamente em pensar em futebol, os encarnados foram... banais.
O Benfica até marcou 2 golos, o que tendo em conta o zero da jornada anterior até pode parecer simpático, mas não me lembro de ter visto meia dúzia de jogadas bem delineadas, nem verdadeiras oportunidades de golo. Aliás, por mais estranho que possa parecer, quem não soubesse diria que eram os homens de vermelho vestido que tinham estado praticamente toda a semana sem treinar. Mas, esse, acrescente-se, é um problema que vem de longe. Custa mesmo entender qual será o fio de jogo que Quique Flores idealizou para a sua equipa. É que acreditando que ele existe, poucos (ou ninguém) o conseguem entender. E a época não está a começar, nem sequer a meio... caminha para o seu final.
Deixemos o futebol de lado. O que o pessoal gosta é de falar de penáltis. E como tinha previsto, não foi preciso esperar muito após a final da Taça da Liga para ver os jogos de Sporting e Benfica envoltos em polémica. Basta ler os comentários aqui no Record online para perceber que uns criticam o que não foi marcado, outros o que foi assinalado e outros ainda... criticam ambos. Pessoalmente, embora esteja com vontade de rir, não me pronuncio. De que vale falar de penáltis quando ambos os envolvidos ganharam? As polémica acaloradas, já se sabe, só surgem quando os grandes perdem. Quando ganham, ajudados ou prejudicados, a gritaria acaba depressa....