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Bruno de Carvalho desceu ao nível de um mero porta-voz do Benfica mas, por entre muita canelada verbal e enorme desgaste na imagem institucional, deixou na TVI24 algumas inquietações que merecem análise; e uma que justifica investigação.
O vídeoárbitro é um imperativo de adequação da justiça do futebol aos novos tempos. O futebol olha para as novas tecnologias com a sobranceria dos instalados na vida. O futebol enfrenta os desafios do futuro como Maria Antonieta a fome de Paris, dias antes da decapitação.
O futebol merece que se faça um estudo comparado com as modalidades que já acertaram o passo com a ciência: râguebi, futebol americano, ténis, algum destes desportos perdeu magia com uma melhor aplicação da justiça? De modo nenhum. Mas este é um debate que terá de fazer-se a nível global. Basta dar uma espreitadela ao Mundial de râguebi, que decorre em Inglaterra, para concluir que o vídeoárbitro é compatível com o ritmo necessário a um grande jogo. Melhora o julgamento e aumenta a emoção.
Também a luta dos clubes contra o poder dos empresários e dos investidores sem rosto é uma bandeira nobre hasteada por Bruno de Carvalho, repito, fora do ambiente devido à qualidade de presidente do Sporting.
Já a caixa de prendas, que, segundo Bruno de Carvalho, o Benfica oferece a cada membro da equipa de arbitragem na Luz, merece investigação, no mínimo, por parte da justiça desportiva.
Os árbitros recebem e não denunciam a situação? Os almoços ou jantares nunca são grátis.
Por Octávio Ribeiro