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Jogam em equipas de topo, no entanto, esta época foram raras as vezes em que calçaram as chuteiras em jogos oficiais. São todos internacionais portugueses, mas esse estatuto de pouco lhes tem valido. O quadro tem estado negro para jogadores como Ricardo Carvalho, Ricardo Quaresma, Rolando, Quim, Fábio Coentrão e Sílvio. O banco de suplentes tem sido o destino de uns. Outros nem da bancada passam. É uma situação que não se compadece com a sua qualidade.
Comecemos por Ricardo Carvalho. O episódio do abandono do estágio da Seleção no ano passado acabou por marcar o seu declínio. Agora não tem espaço no Real Madrid e até se treinou pela equipa C. A sua carreira, que está perto do fim, merecia maior dignidade, por tudo o que fez e pela pessoa que é. Uma transferência no próximo mercado de inverno poderá permitir que um dos grandes centrais da história do futebol português volte a ser feliz.
Quem também não deve andar contente é Ricardo Quaresma. É lamentável que um dos maiores talentos do nosso país esteja impedido de jogar e tenha sido relegado à equipa secundária do Besiktas. Fala-se que a formação turca quer baixar o salário e o jogador não aceita. Quaresma tem qualidade mais do que suficiente para jogar num campeonato maior. Era bom que pudesse tomar um novo rumo.
Ocentral Rolando também se viu colocado num beco sem saída. No espaço de meio ano, passou de titularíssimo capitão de equipa para quarta (ou quinta?) opção no FC Porto. A vontade de sair na época passada acabou por afetar-lhe o rendimento e a sua cotação caiu vertiginosamente. Agora só lhe resta convencer Vítor Pereira de que pode voltar a contar com ele ou encontrar algum clube que pague os valores pretendidos pela SAD portista.
Depois da injusta saída do Benfica e da arreliadora lesão que lhe roubou uma temporada, o guarda-redes Quim foi um dos protagonistas do excelente campeonato que o Sp. Braga realizou no ano transato. Não deixa por isso de ser estranha a perda da titularidade para o recém-chegado Beto, apesar de este também ser um excelente guardião. Quim ainda pode jogar duas ou três épocas de alto nível e seria bom que o seu final de carreira não se resumisse a ver jogar. Merece mais do que isso.
Com a exigente massa associativa do Real Madrid a não ir à bola com ele, as oportunidades de Fábio Coentrão vestir a camisola merengue têm sido cada vez mais escassas. Seria importante que o lateral-esquerdo da nossa Seleção pudesse ter maior tempo de utilização, coisa que não tem acontecido. No entanto, José Mourinho conta com ele e o jogador das Caxinas terá de esperar por dias mais favoráveis.
Igualmente em Madrid há outro lateral luso à procura de melhor sorte. Tapado por Juanfran (extremo adaptado) à direita, e Filipe Luís à esquerda, Sílvio não tem tido hipóteses de chegar à titularidade no Atlético Madrid, ele que é uma possível opção para Paulo Bento. As lesões prejudicaram o português, que terá agora de recuperar o tempo perdido, mas a hipótese de saída, já falada no último defeso, não será de menosprezar.
Oespaço competitivo nos campeonatos europeus é muito apertado. E nem os jogadores internacionais escapam a esta realidade. Contudo, várias equipas receberiam de braços abertos um ou mais destes craques. No mundo do futebol, a lógica nem sempre faz sentido.