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O erro de André

O erro de André

A vitória de segunda-feira não muda nada: Villas-Boas está em queda no Chelsea. Uma limpeza de balneário durante este mês já não vem a tempo de salvar uma época que só uma muito improvável vitória na Liga dos Campeões poderia ainda fazer brilhar.

O ex-técnico do FC Porto já mostrou competência, frieza para lidar com o stress mais intenso, instinto no banco. O que lhe faltou, então, nesta entrada em Inglaterra?

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Villas-Boas em variados domínios – da extroversão no banco, linguagem corporal e facial em particular, à capacidade de comunicar com os jogadores através da imprensa – segue de perto Mourinho. Mas, na entrada em Inglaterra, desrespeitou uma regra de ouro: não se pode vencer de forma constante com uma equipa dominada por jogadores milionários, instalados, em final de carreira. O ex-adjunto deveria lembrar-se que a estrela de Mourinho empalideceu no Chelsea quando Abramovich lhe impôs Ballack e Schevchenko. Então, Terry, Lampard e Drogba ainda estavam na plenitude e sem o aburguesamento competitivo que dinheiro e idade em regra trazem. A avaliar pela época presente, estes três jogadores não parecem exceção à regra, como foram, em tempos recentes, Figo ou Maldini. Como ainda é Raúl, por exemplo. Raúl que, recorde-se, saiu de Madrid com a chegada de Mourinho. E com ele o leal escudeiro Guti.

Villas-Boas ponderou mais a remuneração do seu contrato do que as condições necessárias para chegar ao êxito. Menos um punhado de milhões no cheque e talvez o plantel pudesse ser outro. Ou Villas-Boas achava-se capaz do milagre da multiplicação da força, velocidade e ambição, em jogadores que têm a sua idade e muito mais experiência no futebol de topo?

Há erros que um líder de qualidade não comete duas vezes. Veremos se Villas-Boas terá a segunda oportunidade que a sua competência merece.

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