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1 - O Benfica tem 4 pontos de vantagem na Liga, a 5 jornadas do fim, está com um pé e meio na final da Taça de Portugal e apurou-se ontem, após um dispensável sofrimento, para as meias-finais da Liga Europa. A época está a correr de feição e a superar mesmo as expectativas. O sucesso é quase sempre mérito de toda uma equipa, mas existiu na temporada 2012/13 um fator determinante para esta caminhada que ameaça ser triunfal. Ao ficar prematuramente sem Javi García e Witsel, e perante o sub-rendimento de Aimar e Carlos Martins, Jorge Jesus teve o golpe de asa de adaptar Enzo Pérez, um extremo-direito, às funções de médio-centro. O regressado argentino, que cumprira um período de empréstimo no Estudiantes de la Plata, conferiu agressividade, clarividência e regularidade à equipa, resolvendo os principais problemas.
2 - Enquanto o Benfica pode alcançar um feito quase único na sua história, o grande rival parece ter esta época de contentar-se com títulos menores, tal como aconteceu aos encarnados nos últimos anos. Talvez por este motivo, para a final da Taça da Liga de amanhã o favoritismo do FC Porto não seja tão acentuado. Os comandados de Vítor Pereira disputam um prémio de consolação, enquanto os de José Peseiro têm a oportunidade de materializar finalmente o crescimento dos últimos anos. Assistiremos certamente em Coimbra a um Sp. Braga a apostar tudo na conquista do primeiro troféu da “era moderna”.
3 - Fora dos troféus e de muito mais do que isso está o Sporting. Os problemas de Bruno de Carvalho com a banca são, de resto, previsíveis. Não foi ele o candidato escolhido pelos credores, que, com ou sem legitimidade, puseram e dispuseram da vida dos leões nas duas últimas décadas. As estratégias das duas partes parecem óbvias. De um lado, a mole imensa de sócios e adeptos como arma de arremesso. Do outro, o desgaste e as contas por pagar até à voluntária abdicação. Para bem do Sporting, espera-se que banqueiros e Bruno de Carvalho se encontrem a meio do caminho. Para já, apareceu a primeira plataforma de entendimento com a questão dos salários.
4 - Na Liga dos Campeões a lógica imperou e apuraram-se para as meias-finais as equipas teoricamente mais fortes. As surpresas só existiram, afinal, nas dificuldades sentidas pelos atores principais diante dos figurantes. Houve drama em Dortmund, alta tensão em Barcelona e uma inesperada mas momentânea revolta em Istambul. Só o Bayern pôde passear em Turim.