O homem certo

O homem certo

Na estrutura dirigente, o futebol é como a política – um jogo de poder. Numa época que antecede eleições, Luís Filipe Vieira terá de investir na equipa, sob pena de não lograr a reconquista da presidência. Este é um ano em que, apesar da crise económica, o Benfica deverá ter um orçamento expansionista. Conquistar o título nacional será essencial para Vieira fazer das eleições de outubro de 2012 mais um passeio sem oposição válida.

Se, pelo contrário, o Benfica fizer mais uma época titubeante, deitando ao FC Porto a passadeira vermelha para mais um título fácil, com um Sporting reorganizado também na corrida, então não bastará a Vieira oferecer a cabeça de Jesus ou de Rui Costa. Os sócios vão querer mudar de presidente.

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É neste contexto, certamente intuído pelo líder do Benfica, que decorre uma fase fulcral da preparação do campeonato: a definição do plantel.

Da equipa campeã saíram peças-chave como Ramírez, Di María, David Luiz e o injustiçado Quim. Prepara-se agora a saída de Coentrão.

Nas capas dos jornais dançam nomes de potenciais reforços que nada garantem, tendo em conta o potencial demonstrado e a necessária fase de adaptação.

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As grandes incógnitas começam na baliza – Roberto é um erro a não repetir –, e estendem-se por todos os sectores até ao centro do ataque, onde Cardozo não tem concorrência séria. Qualquer aposta mal medida torna-se num ativo tóxico num grupo que, este ano, não pode falhar. Os conselheiros técnicos de Vieira já mostraram incompetência bastante para serem liminarmente afastados. É neste contexto que não se entendem os sorrisos em volta do nome de Octávio Machado, quando referido como eventual reforço da estrutura do Benfica. Poucos sabem tanto de futebol. E não conheço algum mais livre de pressões e comissões. Octávio Machado é o homem certo para levar o plantel do Benfica a bom porto.

E o tempo urge.

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