Acabada a fase de grupos do maior campeonato do mundo da história, no qual se mudou o formato de duas para quatro partes, diria que a maior surpresa foi a não qualificação do Uruguai e a maior tristeza, para mim, a eliminação da Coreia do Sul, após um bom começo, que criava expectativas e confiança para se alcançar os 16 avos do mundial. A Alemanha, evidentemente, o choque na fase seguinte.
Em relação à nossa seleção, alcançou o apuramento na segunda posição no grupo, goleando a seleção de menor potencial, e que se estreava num mundial, empatando o primeiro e o terceiro jogo, sendo que foi no último onde sentiu maiores dificuldades em momentos que já se tinham identificado nos jogos anteriores. Tanto no de estreia, como na goleada ao Uzbequistão, demonstrámos dificuldades no momento de transição defensiva, que a Colômbia expôs de forma mais evidente e ao qual acrescentaram alguns problemas na organização defensiva.
Revelámos dificuldades na primeira pressão e apresentámos uma distância grande no nosso bloco, o que permitiu não só à Colômbia encontrar espaço dentro dele, como também, após nos atrair, jogar direto no ponta de lança, para a partir da conquista da segunda bola, promover ataques rápidos em situações de superioridade, em especial no nosso corredor esquerdo.
Foi um resultado melhor que a exibição, onde Diogo Costa foi o melhor jogador, mas que nos permite seguir em frente, que é sempre o primeiro objetivo. Poderemos não ter entusiasmado nos três primeiros jogos, e ficado aquém das expectativas que os portugueses tinham, mas vamos rapidamente do 8 ao 80. Há que continuar a acreditar que se pode atingir os objetivos.
Agora, nesta fase do mundial, os erros serão naturalmente mais difíceis de recuperar, mas acredito que a nossa seleção pode corrigir certos aspetos, para nos levar o mais longe possível. E começando já pelo jogo com a Croácia, onde espero e desejo que possamos atingir os 1/8 de final.
Vista a fase de grupos, tal como pensava antes do mundial, os meus favoritos são a França, que considero tem o melhor plantel, agregando talento em quantidade do meio campo para a frente, assim como uma dimensão física tremenda nos setor defensivo e no meio campo. Depois a Espanha, pelo seu processo, pois ao famoso jogo posicional, agregou uma capacidade de competir enorme, o que a leva a ser uma equipa muito consistente defensivamente, permitindo poucas situações ao adversário. Creio que o único handicap poderá estar nos problemas físicos com que alguns dos jogadores mais desequilibradores chegaram à competição.
Como sempre ouvimos dizer aos representantes da FIFA antes do mundial, este será o melhor de sempre. Creio que para isso acontecer, se deve proporcionar as mesmas condições a todas as equipas, um trabalho que lhes corresponde, e que não me parece que tenha acontecido. A seleção do Irão que o diga, pelas dificuldades que enfrentou na preparação para cada jogo.
Em relação às pausa de hidratação, sou dos que pensa que devem existir em caso de necessidade, mas não é o que está a acontecer na realidade. Não custa que digam a verdade, o dinheiro fala mais alto, e podemos entendê-lo, mas não é a preocupação com os jogadores que os move, caso contrário não se jogaria a determinadas horas.