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Junho é, por excelência, o mês do mercado de transferências, pelo menos para os clubes que querem programar a nova época a tempo e horas. Apesar das inscrições fecharem apenas no final de agosto, esperar por reforços em plena pré-temporada ou com as competições oficiais já iniciadas revela-se, por motivos óbvios, pouco aconselhável.
O mês do mercado está a chegar ao fim e as projeções para as equipas titulares de FC Porto, Benfica, Sporting e Sp. Braga não são para já animadoras, se utilizarmos como termo de comparação os trunfos que os quatro emblemas dispuseram no onze durante a época recentemente finda. Se atentarmos à análise que Record publicou nas páginas centrais da edição ontem, percebemos que existem agora maiores fragiliadas, embora no caso dos encarnados o défice possa ser discutível.
O FC Porto perde João Moutinho e James Rodríguez e, do ponto de vista teórico, só terá em Josué um potencial titular. O Sporting não contará com Van Wolfswinkel e muito provavelmente Rui Patrício, enquanto o Sp. Braga, apesar de um ou outro reforço que pode surpreender, sentirá em demasia a falta de Hugo Viana. Por último, no Benfica, assistiremos unicamente, pelo menos face aos dados existentes, à entrada de Djuricic para o lugar de Cardozo, com todas as alterações táticas que a substituição de um ponta-de-lança por um número 10 sujeitam uma equipa. O onze da Luz ficará mais equilibrado, mas resta saber se o sérvio se adapta rapidamente e interpreta de forma satisfatória o papel que Jorge Jesus vai atribuir-lhe.
No plano desportivo há assim um défice generalizado, ao contrário do que acontece em termos financeiros.Neste domínio, o Benfica segue uma trajetória contrária à de FC Porto e Sporting. É evidente que os encarnados ainda podem alterar a posição dos pratos da “balança de transações”, correndo no entanto o risco de as vendas de última hora deitarem por terra toda a supracitada programação.