O onze e o banco

O onze e o banco

1 - A não ser que os últimos dias do mercado de transferências tragam surpresas, o FC Porto não estará em condições de apresentar na época que se avizinha um onze tão competitivo como o da temporada passada. Jogadores da categoria de João Moutinho e James Rodríguez são quase impossíveis de substituir, pelo que nenhum dos recentes reforços fará esquecer os internacionais português e colombiano. Os dragões versão 2013/14 têm, no entanto, uma vasta gama de outras soluções: de Reyes a Herrera, de Josué a Quintero, de Tiago Rodrigues a Licá, de Iturbe a Ghilas. O banco de suplentes de Paulo Fonseca será seguramente melhor do que o de Vítor Pereira.

2 - Jorge Jesus debate-se, pelo menos para já, com um problema menor. A iminente transferência de Cardozo vai tirar poder de fogo ao Benfica, mas a consequente alteração do sistema tático, com a substituição de um ponta-de-lança por um médio ofensivo, dará à equipa o equilíbrio de que esta tem demonstrado necessitar. Em termos de onze-base, e face aos dados existentes até esta data, os encarnados apresentam uma ligeira vantagem em relação ao rival.

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3 - A surpreender está o Sporting. É óbvio que o grau de exigência desceu bastante depois de todos os percalços da anterior temporada, mas também não deixa de ser verdade que um plantel multiremendado por imperativos económico-desportivos tem apresentado um rendimento muito positivo. Em Alvalade a margem de crescimento é muito grande para os jogadores, mas também para o treinador e para o próprio presidente, o que faz com que o futuro seja risonho, apesar das limitações do presente.

4 - As principais equipas europeias estão ainda a dar os primeiros passos nesta pré-temporada pelo que se torna prematuro tirar conclusões. No que ao Real Madrid diz respeito, dá, no entanto, a sensação que o esquema tático de Ancelotti, o 4x3x2x1, não favorece as características de Cristiano Ronaldo. Ao atuar ao lado de Özil, mais no interior do terreno e no apoio direto ao ponta-de-lança, o internacional português está mais vigiado pela autêntica multidão que o adversário coloca quase invariavelmente nas imediações da área. Preferencialmente encostado à linha, como acontecia com Pellegrini e Mourinho, CR7 tinha mais espaço e liberdade. Por imperativos de calendário, na Alemanha é que até já se disputou a Supertaça, com a vitória do Borussia Dortmund sobre o Bayern Munique. Pep Guardiola, o novo técnico dos bávaros, pode queixar-se das ausências de Neuer, Ribéry, e de certa forma de Dante e Javi Martínez, mas a desilusão na estreia é factual. A opção por um meio-campo mais macio, com Thiago Alcântara e Kroos, explica em muito o desaire.

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