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O Sporting reforçou-se bem e a horas, o FC Porto conseguiu, pelo menos em termos teóricos, estancar a sangria que o plantel sofreu e, à beira do encerramento do mercado de transferências, contratou Layún e Corona, resolvendo problemas na defesa e na organização do ataque. Os leões apresentam um plantel inquestionavelmente melhor do que o da época passada, enquanto os dragões, por muito que se esforçassem, nunca teriam quaisquer hipóteses de suprir as saídas de Danilo, Alex Sandro, Casemiro, Óliver e Jackson Martínez.
Tivemos este verão, em suma, o Sporting a investir, o FC Porto a tentar contrariar o assédio aos principais jogadores e... um Benfica pouco ativo, embora seja prematuro perspetivar que esta inoperância se traduza em pontos perdidos ou mesmo em títulos por ganhar. E porque o balanço do mercado se deve fazer prioritariamente em termos desportivos e não financeiros – o saldo entre o deve e o haver não é sinónimo de construção de equipas mais ou menos fortes –, a verdade é que encarnados não substituíram Maxi, não encontraram um lateral-esquerdo e não acautelaram a ausência prolongada de Salvio, limitando-se, no que ao onze-base diz respeito, a contratar dois jogadores (Mitroglou e Jiménez) para apenas uma vaga.
A pressão sobre Rui Vitória tem agora de diminuir. Ele foi, afinal, o treinador menos mimado pelos dirigentes. Bruno de Carvalho abasteceu, Pinto da Costa remou contra a maré e Luís Filipe Vieira fiou-se no Seixal e na "estrutura".
Por Luís Pedro Sousa