Obrigado Blatter

Obrigado Blatter

Obrigado Joseph Blatter, estou grato pelo que fez pelo meu país. Há muito tempo que não se via uma união nacional tão forte e ampla como a que surgiu em repúdio às suas declarações sobre Cristiano Ronaldo. Do Governo aos presidentes de clubes, do Zé-Ninguém ao próprio Ronaldo, dos benfiquistas, portistas, sportinguistas a demais adeptos, o coro foi uníssono. Até a troika deve ter xingado.

Obrigado Joseph Blatter, estou agradecido pelo que fez pela motivação de Cristiano, que vai jogar dentro de duas semanas por Portugal contra a Suécia como se não houvesse amanhã. Quando mais picado é, melhor Ronaldo joga, e se necessário marcará um “hat trick” só para fazê-lo engolir as suas palavras.

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Obrigado Joseph Blatter, estou satisfeito pelo que fez pela “candidatura” de Ronaldo a melhor jogador do Mundo. Em vésperas de eleição do prémio da FIFA, os seus gestos ridículos fizeram mais pela boa imagem de Ronaldo, de quem fez vítima do mau gosto e parcialidade, do que os seus últimos golos.

Obrigado Joseph Blatter, estou reconhecido por ter dado a um português a possibilidade de responder a um estrangeiro com elegância e superioridade. Nos últimos anos, habituámo-nos mais a ver estrangeiros gozar com este Portugal intervencionado do que a ouvir boas respostas. Mas Ronaldo respondeu-lhe à letra e nós recebemos o seu pedido de desculpa.

Obrigado Joseph Blatter, estou sensibilizado por ter mostrado que a qualidade dos dirigentes de futebol português não é tão má como supúnhamos, pois afinal as figuras tristes existem em todo o lado, inclusive com um economista suíço que se tornou presidente da FIFA.

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Obrigado Joseph Blatter, estou enternecido por se ter coberto de vergonha, com declarações e imagens patéticas em dose suficiente para não ser necessário dizer mais nada sobre si para ficar claro a sua argolada.

Obrigado Joseph Blatter, estou finalmente em profunda gratidão por ter dado a milhões de portugueses a oportunidade de reagir exageradamente às suas declarações sobre Cristiano Ronaldo, libertando raivas acumuladas com as nossas próprias crises. O que, obviamente, não é o meu caso.

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