Partido em três

Partido em três

O Sporting está dividido ao meio. Melhor – está partido em três fações. A que defende Godinho Lopes como solução mais equilibrada para voltar aos êxitos (e muitos destes recordam certamente os bons resultados obtidos por Luís Duque e Carlos Freitas); a que está tão farta de insucessos desportivos que sente a atração do discurso e se encontra disposta a arriscar em Bruno de Carvalho; e, por último, uma numerosa falange que vê em Godinho Lopes a continuidade indesejável e em Bruno de Carvalho o salto para um perigoso abismo desconhecido. E assim se explicam os votos obtidos por Dias Ferreira e os restantes dois candidatos, apesar da tendência natural para o voto útil.

Se nada de substantivo for decidido até lá, o próximo jogo em casa tratará de mostrar até onde vai esta vertigem fragmentária. As lutas fratricidas são sempre as mais bárbaras e desmedidas.

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No ponto em que as coisas estão, com grave suspeição sobre a contagem dos votos, o mais saudável seria voltar com urgência às urnas, numa repetição das eleições. Não numa segunda volta, mas sim numa repetição do ato eleitoral aberto às mesmas cinco candidaturas.

É urgente e desejável que uma lição fique bem clara para todos: em 2011, uma eleição onde acorrem menos de 15 mil pessoas, desde logo, não representa minimamente o universo do grande Sporting, e deixa mácula na imagem de modernidade do clube quando para contar os votos expressos por esses sportinguistas se leva tanto tempo quanto aquele em que as urnas estiveram abertas para a votação.

É urgente uma modernização nos métodos de contagem. É também urgente que esta contagem decorra de molde a não deixar qualquer margem a discursos de vitimização por parte de quem perde.

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O Sporting certamente aprendeu com este erro de prolongar os nervos em franja pela madrugada dentro e não voltará a repetir tão alto risco de implosão.

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