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Pontos de fratura

Pontos de fratura

Duas situações mal resolvidas no FC Porto e Benfica podem encurtar terreno, na luta de jornada a jornada, entre estes dois gigantes e os candidatos de segunda linha da Liga portuguesa. No FC Porto está aberta uma guerra surda pela sucessão de Pinto da Costa. O velho presidente largou demasiado as rédeas dos negócios milionários e está agora a readquirir o comando direto sobre as contratações.

Pelo caminho fica a pacífica passagem de poder para Antero Henrique – que parecia o eleito para substituir Pinto da Costa – e a incapacidade do atual presidente para impor o nome do seu filho Alexandre no círculo dourado dos decisores da SAD.

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Esta guerra, que corrói os pilares da sempre sólida estrutura do FC Porto, poderá deixar marcas numa definição de plantel com acelerações e travagens ditadas pelos atuais humores de Pinto da Costa.

Na Luz, até o mal-amado Cardozo serve para atacar Jesus. O ponta-de-lança já devia estar despachado para um qualquer mercado que invista num atleta visto a quase agredir o seu treinador após uma derrota traumatizante. Mas não. O espetro de Cardozo paira sobre a equipa, enquanto o paraguaio se passeia pelas praias de Sesimbra. A manutenção de Jorge Jesus à frente do plantel do Benfica foi uma má decisão de Vieira, que agora a pagará com língua de palmo se for forçado a uma chicotada psicológica logo na fase inicial da época. E – atenção – o grupo que ficará à disposição de Jesus, quando o mercado fechar, será certamente mais fraco do que o atual. O Benfica precisa de encaixar várias dezenas de milhões de euros para manter o barco equilibrado.

São estes pontos de fratura, na Luz e no Dragão, que podem tornar possível um encurtar de distâncias para Sporting e Braga, se estes clubes mantiverem a coerência e a estabilidade.

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