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Presidente no banco

Presidente no banco

No Sporting não há razão para euforias, mas também não se vislumbram motivos para demasiada apreensão. O mais positivo dos sinais é dado pelas claques, finalmente juntas e com cânticos comuns.

O sinal de maior perigo é o comportamento do presidente no banco da equipa. Ter um adepto comum no lugar mais destacado da tribuna é um perigo para a qualidade das decisões; pior é ter um membro de claque no banco onde coexistem técnicos, jogadores suplentes e equipa médica: uma bomba-relógio.

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Bruno de Carvalho tem mostrado decisões ponderadas como gestor de um clube obrigado a grande contenção financeira. Mas, no banco, a euforia do presidente, na vitória, ou a sua depressão, nos momentos adversos, virar-se-ão inexoravelmente contra a estabilidade do grupo de que o treinador terá de ser garante.

Bruno de Carvalho que reveja as imagens do jovem Pinto da Costa, quando o já mítico líder coabitava no banco com técnicos como Pedroto ou Artur Jorge. Como ele era parco em gestos e palavras. Se os gestos são escassos, valem por toneladas. Se as palavras são poucas, podem tornar-se sábias e dignas de doutrina. Para já, Bruno de Carvalho parece um adepto comum a quem saiu como prémio fazer de presidente por umas horas, com acesso ao banco da equipa. E isso não poderá gerar bons resultados.

No campo, o Sporting dá alguns indícios interessantes de solidez – sinais que também com Jesualdo surgiram. As ideias de Jardim são simples: segurança defensiva no centro do meio-campo e as alas a produzirem um caudal de boas bolas para a área. Aí, Montero mostra em cada lance laivos de classe. Falta-lhe ainda o décimo de segundo certo. O centímetro certo, para concretizar as promessas.

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Mais do que nunca, é necessária paciência em Alvalade. Na relva, no banco e na bancada.

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