O que terá mudado da era Queiroz para a de Paulo Bento na Seleção Nacional? Que varinha mágica terá feito Ronaldo jogar para a equipa – e logo brilhar individualmente –, o centro do terreno atacar a bola com crença e alegria, a defesa acertar as marcações e subir com oportunidade?
Tudo isto aconteceu de um jogo para o outro. De forma a deixar as vozes próximas de Queiroz a quase recriminar a boa forma de Ronaldo ou o génio de Nani.
É ainda cedo para balanços. Só hoje se poderá confirmar que aquela nuvem negra sempre a pairar sobre a Seleção está em fase de desanuviamento. Para já, Bento conseguiu sacudir o fantasma de Mourinho – desastradamente criado por Madaíl – e, de forma simples e assertiva, deixou os jogadores livres para o futebol.
Onde Queiroz é palavroso e entediante, Paulo Bento é objetivo e rápido. Onde Queiroz teme a sorte, Paulo Bento busca-a com coragem. Onde Queiroz nunca andou; Paulo Bento ganhou, perdeu e empatou nos grandes palcos como jogador.
Os teóricos têm lugar no futebol? Sem dúvida. Villas-Boas é a mais recente prova. Mas para as grandes decisões em cima da relva, a intuição de quem cheirou a pólvora das grandes batalhas ajuda muito. Até Mourinho penou na tarimba por uma carreira nas divisões inferiores, antes de encontrar o caminho académico para o trono.
Já o escrevi e repito: Queiroz daria um excelente diretor nacional, talvez até presidente da FPF. Como técnico principal, mais uma vez, desbaratou o capital que sempre acumula nos gabinetes e como grilo falante de um bom líder técnico. Felizmente a era Queiroz já passou. Como à história deve passar em breve Madaíl – grande responsável por essa fase, desportiva e financeiramente negra.
Ainda estamos a tempo de conquistar espaço no Euro’2012. Vamos a isso!