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Reyes ilumina a Luz

Primeiro o Sporting, depois o Nápoles. Primeiro para a Liga, depois para a Taça UEFA. Em dois jogos caseiros com escassos dias de intervalo, o Benfica conseguiu importantes vitórias que, num ápice, apagaram o tremido arranque de época. Agora, colados à liderança no Campeonato e com a fase de grupos garantida na Europa (o que, para além da questão desportiva, vale muito dinheiro), as águias parecem estar a iniciar uma nova temporada. Necessariamente mais confiante, embora os responsáveis façam questão de pedir contenção aos adeptos, pois a época ainda agora se iniciou.

São vários os factores que, nos últimos jogos, ajudaram os encarnados a exibir um rendimento superior. Destaco a boa leitura de Quique Flores no banco (acompanhada de substituições adequadas); a confirmação de Sidnei como central de inquestionável valia; a capacidade física de Yebda a impor respeito no meio-campo; a deslocação de Katsouranis para a sua posição de origem; o regresso à normalidade de Quim após prestações menos felizes ou o ressurgimento de Nuno Gomes como referência atacante (marcando golos - chegou aos 150 pelo Benfica - mas também fazendo jogar o conjunto). Mas, para além das ideias já referidas e recordando que nos dois duelos mais recentes as águias não sofreram golos (nos embates anteriores, em Nápoles e Paços de Ferreira, tinham “encaixado” 6, 3 em cada), creio que o principal “culpado” pela melhoria do conjunto dá pelo nome de... Reyes.

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O internacional espanhol, que veio para Portugal com o intuito de recuperar o fulgor de uma carreira que, subitamente, conheceu períodos de estagnação ou mesmo retrocesso, está em grande forma. Técnica, física e psicológica. Depois de 468 dias sem festejar um golo “a sério”, o extremo acertou diante do Sporting. E repetiu a graça com o Nápoles. Em ambos os casos abriu o caminho para triunfos tão justos quanto essenciais.

Forte nas acções individuais, Reyes consegue desequilibrar nas faixas (conciliando técnica e velocidade) quando procura servir os companheiros, mas também tem capacidade para, de repente, trocar o papel de “construtor” pelo de finalizador. E já deu para confirmar que força e colocação são condimentos que não faltam ao seu remate. Resta saber se este brilho é mesmo para continuar. Para já, é justo realçar que tem sido ele a iluminar a Luz...

PS – Sem jogar muito bem, mas aproveitando-se da sofrível qualidade do opositor e contando com enorme dose de felicidade no primeiro golo, o Sporting fez o que se lhe exigia na “Champions”: bateu, em casa, o Basileia. A qualificação para a fase seguinte continua a ser um objectivo perfeitamente ao alcance. E com o "reforço" Liedson às ordens... há que acreditar.

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PS 1 – Depois da goleada em casa, o Sp. Braga fez questão de, na Eslováquia, contribuir para as contas nacionais, voltando a superar um Artmedia que, já se esperava, não faz milagres todos os dias. Menos sorte tiveram V. Guimarães, Marítimo e V. Setúbal. Os sadinos – que até tinham pela frente um opositor teoricamente menos complicado que Portsmouth e Valência – foram normalmente afastados, embora a defesa tenha facilitado em demasia. Já minhotos e madeirenses chegaram a sonhar com a qualificação. Mas, decididamente, a falta de sorte e/ou os rapazes do apito impossibilitaram a surpresa ou, pelo menos, a obtenção de resultados mais simpáticos. Foi pena!

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