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Quando ontem aqui me referi aos mercenários e aos cinzentões que vivem o futebol sem paixão, não estava, obviamente, a referir-me a um todo, apenas a parte dele.
Não pensava nos jogadores menos talentosos ou mais introvertidos, mas naqueles que aqui vieram cair apenas para sacar enquanto der – como o craque falhão que há pouco deixou crianças desfavorecidas à sua espera, num hospital, com uma falta de humanidade imperdoável. Felizmente que são a nuvem, não são Juno.
Ainda no domingo, em Guimarães, o avançado Romeu – ao não festejar um golo por respeito pelo público que foi o seu e o acarinhou – deu, pelo silêncio, um belo exemplo de paixão.