Todos a assobiar para o lado

1 - Depois do desastre que foi o empate caseiro com a Albânia, Carlos Queiroz remeteu-se a um silêncio táctico. As críticas à sua gestão (e principalmente aos resultados obtidos pela Selecção) eram mais que muitas e o técnico optou por resguardar-se. Mas, agora, antes de um descontextualizado particular no Brasil, o seleccionador fez questão de intervir, revelando fé inquebrável em relação ao futuro, nomedamente no que diz respeito à presença lusa no Mundial'2010. De forma concertada, Queiroz deu entrevistas em série. E basta ter acompanhado mais que uma para se perceber que o discurso foi devidamente pensado. Não o censuro por isso. Apenas questiono que, perante tanto cuidado, tenha derrapado na questão Nuno Gomes. Reafirmo que lhe assiste toda a legitimidade para convocar quem quer e até aceito que o capitão do Benfica não esteja a viver momento de grande fulgor (como sucede com outros jogadores... convocados). Mas, no passado recente, quando o avançado começou bem a época, jogando e marcando pelos encarnados, Queiroz nunca olhou para ele como primeira opção. "Nuno Gomes tem cultura de Selecção a não desprezar", disse antes da partida para a América do Sul. Concordo com a observação, mas a forma inacreditável como o ignorou na entrevista a Judite de Sousa e a utilização errática nos últimos jogos... provam que nem sempre pensa assim.

2 - A última jornada da Liga Sagres confirmou o ressurgimento de um FC Porto vencedor. É verdade que os dragões têm 4 pontos de atraso em relação ao Benfica e que ocupam o quarto lugar da classificação. No entanto, são visíveis os sinais de retoma anímica na equipa, animada com os triunfos em Kiev e em Alvalade. Com 22 jornadas para disputar (ou 66 pontos), parece claro que Jesualdo Ferreira tem "material" para atacar em "todas as frentes". Igualmente a cumprir o trajecto esperado está o Benfica. Sem exibições de encantar, com algumas pedras essenciais em quebra, mas somando os pontinhos necessários que, por agora, só não valem a liderança porque existe um "tal" de Leixões. Depois de ganhar no Dragão, os pupilos de José Mota fizeram o mesmo em Alvalade, atirando os leões para o sexto posto. E isto dias depois do adeus à Taça de Portugal. A qualificação para os "oitavos" da "Champions" não esconde a má temporada leonina. Eu sei que se pode falar em falta de sorte e até elogiar algumas exibições, mas o que fica na história são os resultados. Porém, em Alvalade, parece que existe uma estranha tendência para tardar em perceber o que se passa. Imagine-se que no outro dia até um dirigente garantia que não se passava nada com Vukcevic...

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3 - A Polícia atacou forte e feio em cima dos "No Name Boys". Parece-me bem, pois tenho a certeza que muita desta rapaziada está longe de poder ser apelidada de "meninos do coro". Mas, naturalmente, isso é extensivo à maioria dos integrantes das outras claques de grandes dimensões que, como é público, possui um longo historial de diabruras, algumas até registadas pelos próprios em livro... provavelmente para memória futura. Segundo informaram as autoridades, foi apreendida droga a muitos dos "No Name". Alguém ficou admirado? Eu não! E já agora até posso dar uma dica aos agentes: se quiserem apanhar droga em doses industriais comecem pelos locais onde ela se vende. Se todos sabemos onde são, eles também devem saber! Outra opção: uma rusga concertada em todas as escolas secundárias (e universidades) do País. Vão ver que não serão apenas 30 os detidos...

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